Diretora de Pacto Brutal explica porque série não tem depoimentos dos assassinos

Documentário relembra assassinato mas mostrando a verdadeira versão dos fatos segundo diretora

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Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez relembrou um dos crimes que mais chocou os brasileiros, com detalhes do caso, além de informações inéditas e depoimentos de pessoas próximas a vítima, mas não teve nenhuma palavra dos assassinos e sua diretora explicou porque.

Em 28 de dezembro de 1992 Guilherme de Pádua e sua esposa, na época, Paula Thomaz, assassinaram brutalmente a jovem atriz de 22 anos, Daniella Perez, que brilhava na novela De Corpo e Alma ao lado de seu assassino.

Ambos foram julgados e condenados a cerca de 19 anos de prisão, em regime fechado, porém foram soltos após cumprirem apenas um terço da pena, por bom comportamento.

Cena do documentário Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez (Reprodução Youtube)
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Na série documental dirigida por Tatiana Issa e Guto Barra, além dos fatos do caso, mostrando evidências do crime e o acompanhamento da investigação, o público vê a luta da mãe da vítima, Gloria Perez, para que justiça seja feita.

Um complemento muito importante da produção, foram os diversos depoimentos inseridos ao longo dos cinco episódios, com pessoas próximas da vítima como sua mãe e seu viúvo Raul Gazolla, pessoas envolvidas na investigação e especialistas.

Guilherme de Pádua e Paula Thomaz, no entanto, só aparecem em cenas de arquivo da época do crime, algo que chamou a atenção dos telespectadores, já que seria muito fácil colher ao menos uma fala de cada um, sendo que ambos estão gozando de liberdade há muitos anos.

Raul Gazolla em cena do documentário Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez (Reprodução Youtube)

Os diretores da série afirmaram anteriormente que optaram por não dar voz aos assassinos de Daniella Perez, e em uma recente entrevista à revista Veja, Tatiana explicou o motivo de não inserir falas atuais dos dois.

“Durante trinta anos eles falaram o que quiseram para inúmeros veículos, dando versões falsas e essas inverdades foram sendo perpetuadas. Se déssemos espaço para eles, estaríamos fazendo o mesmo que tanto criticamos. Houve um grande circo midiático em torno deste caso”, ela esclareceu.

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Gloria Perez em cena do documentário Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez (Reprodução Youtube)

Quando fala de versões falsas da história, a cineasta se refere às falas dos assassinos que alegaram na época do crime que Daniella teria assediado Guilherme, o que foi muito usado pelos veículos de comunicação para vender notícias, com insinuações de que eles tinham um caso

A série assegura que traz a versão verdadeira de tudo que aconteceu, com diversos depoimentos de pessoas que asseguram que Daniella Perez nunca teve nenhum envolvimento ou interesse em seu assassino, e que tudo não passou de uma tática dos assassinos para se defender do que fizeram.

Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez está disponível na HBO Max.

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