Um dos maiores sucessos da Netflix neste ano, Dahmer: Um Canibal Americano causou uma grande polêmica por ser categorizada como série LGBTQ+, algo que seu criador Ryan Murphy defende.
Quando a série estreou em setembro, com a tag, a série foi alvo de reclamações de pessoas da comunidade LGBTQ+. Elas não queriam algo tão terrível ligado a ela.
Segundo o jornal Los Angeles Times, telespectadores procuraram a produtora da série, e solicitaram a remoção da categorização, tendo seu pedido atendido.
Numa recente entrevista para a revista americana Variety, Ryan Murphy comentou a polêmica, dizendo que, para começar, a tag foi adicionada por ele ser o criador da série.
“Acho que ele conseguiu a etiqueta, um, por causa do meu envolvimento. Eu sou um homem gay, então a maioria das minhas histórias lida com algum tipo de coisa LGBTQ. E eu faço isso de forma egoísta; quando eu estava crescendo, eu não tinha nada [para assistir com qual me identificasse]”, ele explicou.

Ele destacou a importância que abordar temas LGBTQ+, tem em sua vida.
“Minha declaração de missão tem sido falar sobre essas histórias e esses personagens e desenterrar a história enterrada”, ele afirmou.
É sobre homofobia
Apesar de compreender porquê muitas pessoas se revoltaram, o autor discorda da remoção da tag.
“Muitas pessoas na comunidade querem elevar. Eu entendo isso. Mas é sobre homofobia”, ele salientou.

Ele prosseguiu, defendendo que as pessoas se revoltaram com a história do Canibal Americano, que é terrível, mas confundiram as coisas atacando a série.
“Eu tenho um ditado: ‘Meu trabalho como artista é segurar um espelho sobre o que aconteceu’. É feio. Não é bonito. Você quer olhar para ele? Se você fizer isso, assista. Se você não fizer isso, olhe para o lado e, às vezes, parte dessa indignação é direcionada para a moldura do espelho em vez do reflexo. Eu tento e digo, eu realmente entendo porque você está chateado com a inclusão disso. Eu entendo, mas também discordo disso pessoalmente”, ele concluiu.

Briga com a Netflix
Anteriormente, Murphy havia contado ao jornal americano The New York Times, que a tag LGBTQ+ foi retirada da série pela Netflix sem consultá-lo ou avisá-lo.
“Houve um momento na Netflix em que eles removeram a tag LGBT de Dahmer, e eu não gostei e perguntei por que eles fizeram isso e eles disseram que era porque as pessoas estavam chateadas por ser uma história perturbadora. Eu reagi: ‘Bem, sim’. Mas era a história de um homem gay e, mais importante, de suas vítimas gays”.
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