O filme O Pálido Olho Azul é inspirado no livro The Pale Blue Eye, do escritor Louis Bayard. Como já se sabe, é comum que adaptações cinematográficas modifiquem alguns aspectos do livro para melhor acomodar a história na tela. Veja abaixo as principais diferenças entre o filme e o livro.

    Edgar Poe não é exatamente ‘o mesmo’ no filme

    Quem interpreta o jovem Edgar Allan Poe é o ator Harry Melling, conhecido por dar vida a Duda Dursley na saga Harry Potter.

    O personagem é baseado no autor da vida real, que é um dos maiores ícones da literatura gótica.

    No livro, entretanto, ele é bem diferente do personagem do filme da Netflix. Na trama original, ele se apresenta como um homem muito mais frágil, delicado e tímido.

    Já no filme, ele foi adaptado como alguém mais ousado e confiante.

    Christian Bale como Augustus em O Palido Olho Azul
    Christian Bale como Augustus em O Palido Olho Azul em O Palido Olho Azul (Divulgação / Netflix)

    A relação de Augustos Landor e Poe é mais superficial no filme

    Quando Augustus Landor aparece para solucionar uma misteriosa série de assassinatos na Academia West Point, ele acaba se aproximando de Poe, porém não como no livro.

    Na versão original, os dois se relacionam de uma forma ainda mais profunda, como se fossem pai e filho.

    Lea Marquis não é tão pacata no livro

    A atriz Lucy Boynton dá vida a Lea Marquis, filha do Dr. Marquis. No filme, ela é uma moça tímida e gentil que se apaixona por Edgar Allan Poe.

    No material escrito por Luis Bayard, entretanto, ela não é uma garota tão passiva. Pelo contrário, ela é extremamente manipuladora e sabe usar bem sua beleza para roubar o coração de Poe.

    Outro detalhe importante é que ela participa mais ativamente dos rituais satânicos de sua família.

    Harry Melling como Edgar em O Palido Olho Azul
    Harry Melling como Edgar em O Palido Olho Azul em O Palido Olho Azul (Divulgação / Netflix)

    A origem da família Marquis

    O filme explica que o Dr. Marquis é descendente direto de Henri Le Clerc, um famoso caçador de bruxas que se tornou satanista na hora de sua morte.

    No livro, a família Marquis também descende de Le Clerc, porém, ele é caracterizado de uma forma mais positiva.

    O próprio Dr. Marquis explica que Le Clerc só passou a utilizar a bruxaria quando precisou salvar pacientes que não tinham mais salvação com a Medicina tradicional.

    A morte dos irmãos Marquis em O Pálido Olho Azul

    No romance, a morte de Lea e Artemus é muito mais dramática que no filme. Nas cenas que aparecem no filme da Netflix, os dois personagens morrem juntos fora de cena, em um incêndio que destrói a academia de West Point.

    No livro, entretanto, as coisas são mais intensas. Após o sacrifício frustrado de Poe, Lea tenta engolir o coração de Fry, mas ela engasga e morre sufocada em seguida. Depois disso, Artemus tenta salvar a irmã, mas, como não consegue, se suicida cortando a própria garganta.

    O Pálido Olho Azul está disponível na Netflix.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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