Recém-lançada no Globoplay, a série Rota 66 – A Polícia Que Mata adaptada do livro de mesmo nome escrito por Caco Barcelos evidencia a violência policial de uma tropa de elite da Policia Militar do Estado de São Paulo, que matou milhares de inocentes segundo a investigação do jornalista.

    Misturando realidade e ficção, o programa mostrará a investigação feita por Barcelos a partir do julgamento de um caso ocorrido em 1975, conhecido como “o caso da Rota 66”, por se tratar de acusações contra policiais da patrulha 66 da Rota.

    O julgamento, que acabou resultando na Justiça absolvendo os policiais, se referia a morte de três jovens que furtavam carros, e ao tentar fugir de uma viatura da Rota, foram mortos a tiros, que a defesa alegou ter sido legitima defesa, mas o jornalista encontrou contradições.

    Uma mãe chora sobre o caixão do filho, sendo consolado por um homem em cena de Rota 66 - A Polícia que Mata
    Cena de Rota 66 – A Polícia que Mata (Reprodução Youtube)

    Graças a investigação de Caco Barcelos, foi descoberto que as operações da Rota, ou Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar eram de alta letalidade, e que entre os milhares de mortos pela tropa, haviam muitos inocentes.

    Parte do 1° Batalhão de Choque, a Rota foi criada em 1970, durante a ditadura militar, para combater guerrilhas urbanas contrárias ao regime autoritário e desde então, segundo o site Memorial da Resistência, formou esquadrões da morte atuantes nas periferias e praticou a violação dos direitos humanos inúmeras vezes.

    A tropa estaria inclusive ligada ao famoso massacre do Carandiru.

    A investigação do jornalista registrou 4.200 mortes causadas pela Rota entre as décadas de 1970 e 1990, sendo destas, 2.200 vítimas inocentes, ou seja, 60% dos mortos não entraram em confronto com os policiais.

    Caco Barcelos fala diante policiais em cena de Rota 66 - A Polícia que Mata
    Cena de Rota 66 – A Polícia que Mata (Reprodução Youtube)

    Segundo o protagonista da série, Humberto Carrão, que interpreta Caco Barcelos, a série não só relembra um antigo caso, mas levanta assuntos bastante atuais.

    “Os números de hoje são piores que os números que fizeram o Caco escrever essa história. Outra coisa da série que está na nossa vida é a violência contra os jornalistas na rua. Tem a questão de uma politização cada vez maior da polícia”.

    “Não é à toa que matadores cada vez mais se candidatam e se elegem. (Tem a questão) dos matadores terem ambições midiáticas com os seus jornais, rádios, e programas de TV. Está claro na série”, ele salientou durante uma coletiva de imprensa para promover o programa.

    Os quatro primeiros episódios de Rota 66 – A Polícia Que Mata já estão disponíveis no Globoplay, novos episódios serão adicionados em dupla semanalmente.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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