Todos os fãs da saga Crepúsculo sabem que existe uma grande diferença entre a estética do primeiro filme e os que vieram na sequência.

    Basta um simples olhar para perceber que Lua Nova não utiliza aquele mesmo filtro azul que tornou Crepúsculo tão famoso. O filme foi dirigido por Chris Weitz, que é o responsável por American Pie e O Grande Garoto.

    O que acontece é que o primeiro filme da franquia foi dirigido por Catherine Hardwick, que, posteriormente, tomou a decisão de não assumir os filmes subsequentes e revelou que não estava nem um pouco arrependida por isso.

    Bella (Kristen Stewart) e Edward (Robert Pattinson) em Crepúsculo (Reprodução)
    Bella (Kristen Stewart) e Edward (Robert Pattinson) em Crepúsculo (Reprodução)

    Mas por que ela não quis continuar na franquia Crepúsculo?

    A verdade é que Hardwicke nunca foi uma diretora que se dedicou à produção de grandes blockbusters. Seu trabalho sempre esteve mais ligado a projetos independentes, como é o caso dos filmes Aos Treze e Os Reis de Dogtown.

    Em uma entrevista a um site americano, ela explicou que a decisão de deixar a franquia tem a ver com a sua relação com os livros que originaram os filmes.

    A diretora parece se interessar pela história do primeiro livro, mas não se sentiu suficientemente atraída pelos demais.

    “O primeiro livro da Stephenie Meyer, para mim, é estranho, único e original. Só me identifiquei com ele, e por isso, não estou arrependida. Acho que tomei a decisão certa”, comentou a cineasta.

    Edward Cullen (Robert Pattinson) em Crepúsculo (Reprodução)
    Edward Cullen (Robert Pattinson) em Crepúsculo (Reprodução)

    Outra coisa que a motivou a abandonar a direção da franquia foi a mudança de perspectiva do estúdio Summit em relação aos filmes depois que Crepúsculo se tornou sucesso.

    “Quando aceitei dirigir Crepúsculo, tive a oportunidade de produzi-lo como um filme independente. Afinal, não existiam expectativas. Vamos ser honestos: eles nunca contratariam uma diretora mulher se achassem que o filme seria um blockbuster. Por isso, me deram muita liberdade”, contou ela.

    “Com o lucro, as expectativas subiram exponencialmente. O estúdio começou a oferecer zilhões de notas, comitês e recomendações. Não funcionou para mim”, analisou.

    Carlisle Cullen (Peter Facinelli) em Crepúsculo (Reprodução)
    Carlisle Cullen (Peter Facinelli) em Crepúsculo (Reprodução)

    Vale ressaltar que o filme que introduziu a história de Bella Swan e sua paixão pelo vampiro Edward foi produzido com um orçamento de 37 milhões de dólares, em 2008, e rendeu lucros exorbitantes ao estúdio, já que alcançou a marca de 407 milhões em bilheterias.

    Com isso, foram produzidos Lua Nova (2009), Eclipse (2010), Amanhecer – Parte 1 (2011) e Amanhecer: Parte 2 (2012).

    Agora, os fãs podem matar a saudade de seus personagens preferidos em diversas plataformas digitais, como Netflix, HBO Max, Globoplay e Prime Video.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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