PLUFT | Novo filme nacional fez coisa que até a Disney achou difícil

Longa demorou seis anos para ficar pronto e contou com ideia inovadora

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PLUFT estreia nos cinemas nesta quinta-feira (21). Inspirado na peça de Maria Clara Machado (Pluft: O Fantasminha), que virou referência de literatura, o filme conta com diversos efeitos especiais, inclusive um que a Disney teve receio de fazer. 

A ideia da roteirista Rosane Svartmann, que também esteve à frente do filme Tainá, e das novelas Totalmente Demais e Bom Sucesso, era fazer o filme com efeitos em 3D, e embaixo da água. 

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Curiosamente, quando a diretora Sofia Copola foi sondada para comandar o live-action de A Pequena Sereia, ela sugeriu a mesma coisa, porém a Casa do Mickey Mouse achou que seria difícil demais, impossível ficar bom na tela, e arriscado. 

Rosane Svartman durante a direção de Pluft, o Fantasminha
Rosane Svartman durante a direção de Pluft, o Fantasminha (Divulgação)

A produtora Clélia Bessa, parceria de Rosane na Raccord Produções topou o desafio e conseguiu fazer o sonho sair do papel. 

“Fiz vários testes para ver como apresentar o fantasma na tela, desde os mais tradicionais, em que o fantasma é acoplado à imagem meio transparente. Não gostei”, disparou Svartman numa entrevista ao jornal O Povo. 

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Pensando em soluções, a roteirista acreditou que os movimentos mais suaves dos fantasmas dariam certo se fossem filmados dentro da água, como se estivessem voando. Mas como fazer isso? Dentro de uma piscina montada no set. 

O elenco, que conta com atores como Fabiula Nascimento, Juliano Cazarré, e Nicolas Cruz, que dá vida ao protagonista, topou o desafio. Era apenas o início. Todos os atores que viveriam fantasmas precisavam passar por um treinamento intenso, além da realização de exames de saúde. 

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Fabiula Nascimento em gravação de cena subaquática de Pluft, o Fantasminha (Divulgação/ Elisa Bessa)

Algo que Rosane queria era que não existissem bolhas, e eles deveriam imitar os movimentos labiais como se estivessem falando, assim toda a água em torno deles seria eliminada na pós-produção. 

“Eu uso um gorro no filme e, às vezes, a cena estava perfeita, só que o gorro mexia e saía uma bolha. O mais difícil era manter o Pluft na horizontal debaixo d’água, mas era necessário”, explica Nicolas.

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No set, os atores ficaram o tempo todo cercados por médicos, bombeiros e ambulâncias. 

Pluft (Nicolas Cruz) gravando cena subaquática em Pluft, o Fantasminha (Divulgação)

Mas o filme também passou por um enorme desafio, a pandemia da Covid-19 que forçou o adiamento por dois anos (era para ele ter estreado em julho de 2020). 

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“Fiz o filme pensando na tela grande do cinema, cheio de efeitos, para que a criançada pudesse mergulhar no universo fantástico e maravilhoso de Maria Clara (Machado). Não só elas. Os adultos que as levam ao cinema. O filme talvez perdesse sua mágica na tela pequena, no streaming. Só tenho de agradecer à Downtown, à Paris Filmes, que compreenderam isso e me apoiaram”, disse.

Pluft (Nicolas Cruz) em Pluft, o Fantasminha (Divulgação/ Elisa Bessa)

A atriz Lola Belli explica que as cenas entre Pluft e Maribel, também acrescentaram uma dificuldade extra ao filme: “Embora Pluft e Maribel estejam quase sempre juntos, a gente filmava separadamente”.

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João (Lucas Salles), Sebastião (Arthur Aguiar) e Julião (Hugo Germano) em Pluft, O Fantasminha
João (Lucas Salles), Sebastião (Arthur Aguiar) e Julião (Hugo Germano) em Pluft, O Fantasminha (Divulgação)

O filme que demorou mais de seis anos para ficar pronto conta ainda com Lucas Salles, e Arthur Aguiar (que ainda nem pensava em ir para o BBB). O inconveniente da demora? O protagonista, Nicolas Cruz, que era uma criança, agora tem quase 17 anos.

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