Em uma entrevista para o The Wrap, o produtor de cinema Pete Docter discutiu o motivo do filme Lightyear não alcançar o desempenho esperando. Segundo ele, no entanto, o fracasso vem do que o público esperava ver.

    Docter explicou que o público esperava ver os personagens clássicos de Toy Story de alguma forma em Lightyear. Apesar da Pixar adaptar as características deles através de personagens diferentes, isso gerou confusão.

    “Quando eles ouvem Buzz, eles pensam: ‘Ótimo, onde está o Sr. Cabeça de Batata e Woody e Rex?’ E então nós os colocamos neste filme de ficção científica e questionam: ‘O quê?”

    “Acho que a maneira como os personagens foram desenhados, como foram retratados. Era muito mais uma ficção científica. Acho que havia uma desconexão entre o que as pessoas queriam/esperavam e o que estávamos dando a elas”.

    As polêmicas que envolveram Lightyear

    Lightyear
    Buzz em Lightyear (Divulgação/ Pixar)

    As polêmicas com Ligthyear começaram logo no anuncio do filme e a escolha do elenco de voz. Primeiro, os executivos da Pixar explicaram que longa metragem animado não teria conexão com Toy Story.

    A Pixar não escolheu Tim Allen para dublar a versão humana de Buzz, e o substituiu por Chris Evans. Bem como no Brasil, Marcos Mion substituiu Guilherme Briggs. A troca de dubladores gerou certo desconforto entre os fãs, apesar dos dubladores parecerem apoiar a troca e entenderem a necessidade do estúdio.

    “Ele precisava ter um som agradável e rico, capaz de ser dramático e cômico e, o mais importante, precisava ser heroico sem parecer arrogante ou estúpido”, disse o produtor Galyn Susman.

    Logo depois, certos lugares do mundo impediram o lançamento de Lightyear por mostrar em sua trama um casal de mulheres e um rápido beijo entre elas. Para conseguir lançar o filme nestes países, a Disney cortou tais cenas. A cena também gerou reclamações de conservadores na Flórida.

    Funcionários da Pixar compartilharam um comunicado a respeito de como a Disney lida com conteúdo LGBTQ+.

    “Quase todos os momentos de afeição abertamente gay são cortados a pedido da Disney, independentemente de quando há protestos das equipes criativas e da liderança executiva da Pixar”, diz o comunicado.

    Sobre a animação

    Em Lightyear, Buzz é um Patrulheiro Espacial que tenta encontrar uma forma de sair do planeta T’Kani Prime com sua equipe. Em um vôo de teste, vários anos se passam no planeta, mas apenas alguns minutos para Buzz. Quando o Patrulheiro retorna, ele acaba em uma guerra contra o temido Zurg.

    O filme está disponível no catálogo do Disney+.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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