Autor de Sandman se enfurece com fãs e defende atriz da série, vítima de racismo

Fãs não estão aceitando que uma atriz negra interprete a Morte na série

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O escritor Neil Gaiman voltou a comentar sobre a série Sandman e, desta vez, falou sobre a personagem Morte, interpretada pela atriz inglesa Kirby Howell-Baptiste.

Acontece que muitos fãs estavam reclamando na internet pelo fato de Kirby ser uma mulher negra e não ter as características da personagem nos quadrinhos. Eles chegaram a dizer que ela não é a mulher “gamine, branca e gótica” que imaginavam.

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Em entrevista à revista especializada Total Film, entretanto, o diretor defendeu a artista dizendo que ela foi a melhor atriz dentre as incontáveis que fizeram o teste, e que aqueles que estão reclamando por ela ser a Morte ficarão tão surpresos que se arrependerão de reclamar depois que assistirem.

“O que me deixou mais mal-humorado foi quando as pessoas no Twitter disseram: ‘Esta não é a Morte gamine, branca e gótica que eu tive na minha cabeça por todos esses anos, por que você está nos traindo?”

“Assista às 1.000 audições que tivemos para a Morte. Centenas de atrizes que vimos eram gamine, algumas tinham pele branca. Os quadrinhos estabelecem que os personagens se parecem com o que queremos que eles se pareçam. De qualquer forma, Kirby é incrível. E eu acho que as pessoas que estão reclamando disso vão deixar de reclamar quando a virem ser a Morte.”, afirmou o autor.

Kirby Howell-Baptiste como a Morte em Sandman (Reprodução)

Gaiman também explicou por que a série demorou tanto tempo a sair

O autor Neil Gaiman conversou com a Total Filme Magazine e explicou por que a série do Sandman demorou tanto a acontecer.

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Ele explicou que sua principal preocupação era com a qualidade do roteiro e que se preocupava que outras versões ruins forem feitas, já que, em sua concepção, esse é um dano irreparável posteriormente.

“Nem sempre tive esperança de que chegaríamos aqui, mas tinha fé que o importante era impedir que versões ruins fossem feitas. Uma vez que a versão ruim é feita, nunca consegue desfazer [o desastre].”

“Pode parecer bobagem, mas quando eu tinha 14 ou 15 anos, meu gibi favorito era Howard, o Pato. Steve Gerber, Gene Colan, Frank Brunner, com muita sátira, loucura, glória… Fiquei tão empolgado quando soube que George Lucas estava fazendo um filme [como produtor-executivo].”

“E então, Howard, o Super-Herói saiu. A partir daquele momento, esse personagem se tornou uma piada de mau gosto. Nunca quis que isso acontecesse com Sandman, e vi roteiros que fariam isso acontecer.”‎, explicou o criador.

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