
Sharon Stone tem levantado diversas polêmicas com sua autobiografia The Beauty of Living Twice, dentre elas o fato dela ter sido enganada para fazer a famosa cena de cruzar de pernas de Instinto Selvagem.
Pois o diretor do filme, Paul Verhoeven, acaba de desmentir a atriz, afirmando durante uma entrevista para a revista americana Variety, que ela sabia muito bem o que estava acontecendo.
“Ela sabia exatamente o que estávamos fazendo. Eu disse a ela que o filme era baseado na história de uma mulher que eu conheci quando era estudante, que cruzava suas pernas sem calcinha regularmente em festas”, ele contou.
Segundo o cineasta, ele e Stone planejaram a cena exatamente do jeito que ela foi, diferente do a atriz afirma, sobre ela não saber que sua vagina apareceria no filme.
“Quando minha amiga e eu dissemos que podíamos ver a vagina dela (da mulher das festas), ela disse: ‘Claro, é por isso que faço!’ Sharon e eu decidimos fazer uma sequência semelhante”, ele garantiu.
A polêmica
Toda a polêmica começou em março, quando a revista americana Vanity Fair, revelou alguns trechos da autobiografia de Sharon Stone, onde ela revela momentos vividos nos bastidores de Hollywood e de sua vida pessoal.
Dentre muitas revelações chocantes, a atriz apontava em um dos trechos ter sido enganada por Verhoeven, para fazer a cena de cruzar de pernas sem calcinha de Instinto Selvagem.
No livro, ela afirma que durante a gravação da dita cena, teriam dito a ela para tirar a calcinha por ela estar refletindo luz e que assim poderia se perceber que ela usava a peça, o que não era o objetivo ali.

A atriz teria sido chamada para assistir à edição final do filme, após o término das filmagens, junto do diretor, além de muitos agentes e advogados, em sua maioria não relacionados com o projeto.
Foi nesse momento que ela descobriu que a desculpa “a calcinha está refletindo luz” e a promessa “não veremos nada” eram apenas mentiras.
Ela admite que quando se deu conta do que havia acontecido ela se levantou, deu um tapa na cara de Paul Verhoeven e se retirou.
Já na época das revelações Paul Verhoeven se defendeu dizendo que a cena teria sido gravada com total consciência e consentimento de Sharon Stone, mas ela rebateu veementemente a afirmação dele.
“Sim, há muitos pontos de vista em relação a esse tema, mas levando-se em conta que sou eu a dona da vagina em questão, posso dizer: os outros pontos de vista são uma besteira. Agora, a questão é. Não importa mais. Era eu e as minhas partes lá. Eu decidi fazer. Eu fui até a sala de projeção e dei um tapa na cara do Paul e saí, entrei no meu carro e liguei para o meu advogado, Marty Singer”, afirmou Stone.
Ela declarou ainda que cogitou processar o diretor e os produtores do filme na ocasião, mas acabou desistindo por ter considerado a cena relevante para o enredo.
Sharon Stone foi indicada para concorrer a um Globo de Ouro como melhor atriz em filme dramático em 1993, por seu papel em Instinto Selvagem.
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