CRÍTICA: A Queda, filme nacional, com certeza vai fazer público repensar a vida

Uma mistura de gênero que pode levar seu público das risadas as lágrimas em duas horas

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A Queda pode enganar seu telespectador em algum momento, de que se trata apenas de um thriller de suspense, mas conforme a história se desenrola percebe-se que o filme tem um foco muito mais dramático, o complicado relacionamento entre um avô e seu neto.

O longa começa apresentando Beto (Daniel Rocha), o fotógrafo forense, que acompanha um caso no hospital da cidade, de um homem idoso, em fase terminal de uma grave doença, que aparentemente resolveu acabar com o próprio sofrimento e se jogar da janela.

O caso afeta o rapaz assim que ele vê naquele corpo no chão, uma grande semelhança com seu avô, que o criou desde menino como um filho.

Cena de A Queda (Reprodução/Youtube)
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Acontece que Gera (Gracindo Júnior), o avô de Beto, é um idoso que não quer permitir que a vida lhe imponha limites, vivendo intensamente, esquecendo de seus remédios, bebendo e até se drogando, o que acabou fazendo com que os papéis se invertessem, e Beto fizesse o papel do responsável que cuida.

Apesar do constante atrito devido à rebeldia de Gera em agir como um homem de sua idade e para cuidar de sua saúde, nota-se que a relação dos dois é de muito amor, e que toda a dureza de Beto com o avô não passa de medo de perdê-lo, considerando o avanço de seu envelhecimento.

Vários gêneros se misturam ao longo do filme, o suspense do suposto suicídio que Beto começou a encontrar indícios de que possa ter sido um assassinato, o relacionamento que ele inicia com a médica do hospital e da vitima de seu caso, Ana (Branca Messina), por quem ele se apaixona perdidamente, e o drama que envolve sua relação com seu avô.

Branca Messina e Daniel Rocha em cena de A Queda (Reprodução/Youtube)

A Queda mostra não só características desses gêneros, o filme se destaca nesse com um conteúdo de qualidade, pois não é qualquer suspense, é um suspense cheio de reviravoltas surpreendentes.

E o lado dramático faz o coração apertar, ao tocar em um assunto tão delicado como o envelhecimento, que vai tornando o idoso cada vez mais dependente de ajuda e como isso é tão difícil para eles.

Ao mesmo tempo as cenas de Beto e Gera têm diversos momentos descontraídos, em que o rapaz tenta fazer o avô levar as coisas mais a sério e ele faz piada, ou esboça reações divertidas.

Daniel Rocha e Gracindo Júnior em cena de A Queda (Reprodução/Youtube)
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Conforme a história se desenvolve, apesar de seus momentos de tensão quando se acompanha o crime e o enrolado relacionamento de Beto e Ana, cresce às vistas a importância da relação de Beto e Gera e como o rapaz começa a entender um pouco melhor o modo de agir do avô.

E quando o espectador pensa que já tem algo em que pensar quando for para sua casa, o fim do filme apresenta mais uma coisa, algo que a maioria das pessoas prefere ignorar e não pensar sobre, mas que deveria ser repensado, colocando-se naquela posição em que Ana e Beto se veem.

A Queda com certeza é uma excelente pedida para quem está a fim de curtir várias emoções em apenas duas horas, indo de rir a chorar sem dificuldade, para depois sair pensativo pelas ruas, sem conseguir se esquecer do que viu, do que aquela história “acendeu” em sua cabeça.

A Queda já está disponível nos cinemas.

E nosso veredicto de Balde de Pipoca foi:

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