Ator de Elvis discute apropriação racial no filme

Filme tenta dar valor para as origens do cantor, que foi criado em meio à comunidade negra.

publicidade

Apesar de fazer mais justiça aos artistas negros que ajudaram a construir a carreira dele, o filme de Elvis ainda mostra muito pouco da influência da cultura negra no sucesso do Rei do Rock.

Elvis Presley foi criado em um bairro predominantemente negro no Tenessee, e suas conexões com a comunidade local teve um claro reflexo nas suas referências musicais. Na maior parte das vezes em que a vida do cantor é contada, essa parte é esquecida para evitar o delicado tema da apropriação cultural.

publicidade

Em entrevista com o Entertainment Weekly, o protagonista de Elvis, Austin Butler, discutiu como o filme trata a história do cantor, e mostra de onde veio a inspiração por trás de seus sucessos na música.

“Eu sou muito grato de poder ser parte de um filme que finalmente coloca a vida dele em contexto e dá crédito para quem merece. Nós não teríamos Elvis sem a música negra e sem a cultura negra”, disse.

“Ele cresceu em uma daquelas três casas de pessoas brancas em um bairro predominantemente negro. Ele sentia que eles eram todos parte da mesma família. Aí ele acaba indo para a Beale Street e se apaixonando por música lá e se tornando um dos únicos brancos naqueles clubes negros.”

Austin Butler é Elvis e Kelvin Harrison Jr. é B. B. King em Elvis (Reprodução)
Austin Butler é Elvis e Kelvin Harrison Jr. é B. B. King em Elvis (Reprodução)

Filme mostra racismo no meio musical

publicidade

Austin também discutiu sobre como o novo filme traz luz para as questões de como o racismo da época dificultava o sucesso de grandes nomes negros da música da época, como B. B. King, Little Richard, Rosetta Tharpe e Big Mama Thornton.

O ator também relembra um momento gravado do filme, em que é mostrado claramente como Elvis é beneficiado e conquista mais coisas simplesmente pelo fato de ser branco:

publicidade

“Tinham histórias de conversas dele com o B. B. King que nós temos no filme, onde o Elvis fala sobre querer gravar uma música do Little Richard e B. B. diz, ‘Se você fizer, vai fazer muito mais dinheiro do que ele jamais vai sonhar’. É importante ter aquele lado da história. Porque você entende que teve vezes na vida do Elvis que ele se deu conta de que as coisas não eram justas.”

Elvis entra em cartaz nos cinemas do Brasil a partir do dia 14 de julho.

O que você achou? Siga @siteepipoca no Instagram para ver mais e deixar seu comentário clicando aqui.

Veja mais ›