Sam Neill está voltando para o universo do parque dos dinossauros em Jurassic World: Domínio, que teve seu trailer revelado na última semana. Mas o ator tem certeza de uma única coisa: o filme precisa ser assistido nos cinemas e não no streaming.
Ele disse isso numa entrevista para o site The Hollywood Reporter, alegando que o filme tem uma proporção tão épica, que seria um desperdício não aproveitá-lo nas telonas.
“É ambicioso, e enorme. Ainda não vi o filme finalizado. Tenho certeza de que é uma história muito ambiciosa, enorme, com muitos personagens, muitos dinossauros. (Risos) Vai ser inquestionavelmente grande, então eles estão segurando até que os cinemas estejam totalmente abertos e tudo mais. É algo que precisa ser visto em uma tela muito grande”.

Desde 2020, a indústria do cinema vive momentos de incerteza sobretudo em relação às bilheterias. Jurassic World por exemplo sofreu por causa da pandemia da Covid-19 com inúmeras interrupções e adiamentos. Mesmo depois que já existiam regras claras para as filmagens no Reino Unido, membros da equipe testaram positivo, o que fez com que os diretores precisassem interromper as filmagens.
Um dos filmes mais aguardados do ano, Domínio detém o poder de ser o fim da trilogia iniciada em 2015. O longa começa dois anos após os eventos de Jurassic World: Reino Ameaçado, de 2018. O filme terminou com dinossauros saindo e correndo livres entre os humanos.
Além trazer personagens de Jurassic World como Owen Grady (Chris Pratt) e Claire Dearing (Bryce Dallas Howard), Domínio apresenta ainda reunião definitiva da franquia. As estrelas originais de Jurassic Park, Laura Dern, Jeff Goldblum, assim como Neill estão de volta e terão papéis substanciais na nova história.
Briga por causa de streaming
Se tornou prática comum na indústria de Hollywood realizar os lançamentos diretamente no streaming, já que a pandemia do coronavírus forçou isso acontecer através da impossibilidade de as pessoas compartilharem o mesmo ambiente, mas isso gerou bastante controvérsia no meio.
Um dos casos mais famosos envolveu a Warner Bros. e o cineasta Christopher Nolan. Ansioso para lançar seu filme Tenet, orçado em 250 milhões de dólares, ele se recusou a aceitar os adiamentos do filme, e bateu o pé com o estúdio alegando que o filme precisava ser lançado. Quando a Warner sugeriu que o filme tivesse estreia na HBO Max, ele reagiu da pior forma. Foi até a imprensa, e disse que tinha ido dormir no melhor estúdio de cinema, e viu seu filme ser sucateado para o que ele chamou de pior serviço de streaming.
A Warner se rendeu ao cineasta, e com poucas salas de cinemas abertas (já que Nolan resolveu minimizar a doença), o filme acabou sendo considerado um fracasso de público, com uma bilheteria muito aquém do esperado.
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