Norma Jeane Mortenson conseguiu mudar legalmente seu nome para Marilyn Monroe, que veio a ser uma das maiores estrelas de Hollywood, ícone atemporal e símbolo sexual.

    A carreira de Monroe na indústria do entretenimento começou no final dos anos 1940, e ela ocasionalmente atendia por “Jean Norman”. Quando ela se tornou uma modelo pin-up, e em seguida começou a seguir uma carreira de atriz, em 1946, assinou um contrato de seis meses com a 20th Century Fox.

    Depois de assinar seu primeiro contrato com a Fox, Monroe e o executivo do estúdio, Ben Lyon, começaram a procurar um nome artístico para ela. Segundo o Screen Rant, Lyon sugeriu “Marilyn” como seu primeiro nome, pois ela o lembrava da estrela da Broadway Marilyn Miller.

    Por sua vez, a atriz e modelo sugeriu “Monroe” como seu novo sobrenome, pois esse era o nome de solteira de sua mãe, Gladys Pearl Baker, o nome dos avós de Marilyn eram Della Mae Monroe e Otis Elmer Monroe.

    Quando Monroe conheceu Lyon e sua carreira mudou de modelo pin-up para atriz, ela era casada com James Dougherty, então ela passou a assinar “Norma Jeane Dougherty”.

    De acordo com o biógrafo Donald Spoto, Lyon achava que havia muitas pronúncias do sobrenome “Dougherty” e até uma certa dificuldade, então a busca por um nome artístico era necessária.

    No entanto, havia outras razões mais pessoais para Monroe procurar um nome diferente quando sua carreira de atriz estava prestes a começar. Em sua autobiografia inacabada, My Story, escrita com Ben Hecht, Monroe compartilhou que não se relacionava com o nome “Norma Jeane”, pois o associava à sua infância conturbada e aos sentimentos de abandono e negligência que a seguiram aqueles anos.

    Marilyn Monroe (Reprodução)
    Marilyn Monroe (Reprodução)

    Monroe também deu a entender em My Story que ela viu o nome “Norma Jeane” como “indesejada”, “tímida”, “uma escrava de orfanato” e “uma pequena serva”, e então ela finalmente encontrou a identidade empoderadora que ela estava procurando em “Marilyn Monroe”.

    Supostamente Marilyn recebeu muitas outras sugestões de nomes antes de se decidir por “Marilyn Monroe”, e em uma carta a um amigo, datada de outubro de 1946, ela compartilhou que entre os nomes considerados estavam “Clare Norman”, “Meredith” e “ Carol Lind”.

    Quatro meses antes de seu casamento com Arthur Miller, em fevereiro de 1956, Marilyn mudou legalmente seu nome para o artístico que todos a conhecem, e Norma Jeane deixou de existir.

    Atualmente um versão polêmica da história de Marilyn Monroe é contada no filme Blonde, que está disponível na Netflix.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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