Olivia Liang em Kung Fu (Reprodução)
    Olivia Liang em Kung Fu (Reprodução)

    A nova série da CW, Kung Fu estreia esta semana como uma releitura da série clássica dos anos 1970. O remake é protagonizado por Olivia Liang como Nicky Shen, uma jovem sino-americana.

    Shen  retorna para casa em São Francisco após uma viagem transformadora a um monastério isolado na China. Então, a heroína descobre que sua cidade foi tomada por crime de corrupção, e vê que sua própria família está à sua mercê. 

    Embora a série seja inspirada no Kung Fu original, a proposta é trazer uma história nova. O programa chega em um momento crucial em que os crimes de ódio contra os americanos de origem asiática estão em alta. 

    Em conversa com o site ComicBook.com, Liang afirma que ainda que sempre tenham percebido que a série é significativa, neste momento de violência contra os asiáticos. Ela espera que a produção possa ser parte de uma mudança na humanização da comunidade asiático-americana e que isso.

    “Sempre soubemos que nossa série seria importante. Desde o início, foi diferente”, afirmou Liang.

    “Foi impactante para todos nós de tantas maneiras diferentes. E estamos passando por isso desde fevereiro de 2020, e este piloto, este show estava começando a ser criado antes que a mídia realmente começasse a lançar luz sobre esses anti-asiáticos crimes de ódio, retórica, sentimento.”

    A atriz também espera que a série traga alegria em um momento de tensão e luto para a comunidade.

    “E o fato de trazermos um pouco de alegria de uma perspectiva asiática para o cinema e TV com o que realmente está acontecendo, estou tão animada que as pessoas irão nos ver experimentando um pouco de alegria também. “

    Mas ela admite que uma solução para os problemas dos asiáticos nos EUA ainda está num horizonte distante.

    “E, felizmente, já mencionamos, não somos a solução, mas somos parte da solução. Vamos mover a discussão para frente. E, portanto, estou animada por vamos fazer parte da humanização da experiência asiático-americana e, com sorte, as pessoas verão da maneira como você se viu no piloto. Sim, nunca poderíamos ter previsto o quão comovente o show seria, mas estou muito , muito honrada em contar esta história”, conclui.

    Autor

    • Pedro Kono

      Jornalista formado pela PUC-SP. Apaixonado por cinema, música e cultura no geral.


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