O diretor de cinema Denis Villeneuve confessou no podcast Happy Sad Confused, da MTV, que quase abriu mão da carreira após a decepção que teve com o filme Blade Runner 2049, de 2017.
Segundo Denis, o longa de 2017 não foi bem aprovado pela crítica causando uma grande frustração no seu trabalho, fazendo que ele até repensasse sobre permanecer ou não na carreira.
“O milagre para mim sobre Blade Runner 2049 é o que aconteceu depois: continuo fazendo filmes e eles continuam falando comigo. Eu soube quando fiz esse filme que estava flertando como um desastre”, contou o diretor.
Denis Villeneuve também dirigiu Duna (2021), que vai estrear no Brasil no próximo dia 14 de outubro. O cineasta compartilhou durante o podcast que ele se viu em um grande perigo artístico.
“Esse era o caminho, como Christopher Nolan disse para mim uma vez…caminhar em território sagrado. É verdade. Foi um sacrilégio o que fiz. Me disseram, ‘você não fez isso’. Apenas o fato de que estou fazendo filmes, pelo menos eu não fui banido da comunidade de cineastas. Foi um jogo perigoso”, contou.
Críticas de Blade Runner 2049
Blade Runner 2019 é um filme de ficção científica que mostra uma nova espécie de replicantes. Um dos protagonistas é K, vivido por Ryan Gosling, um blade runner que caça replicantes foragidos para a polícia. A possibilidade que os replicantes podem reproduzir pode gerar uma guerra com os humanos.
Uma das críticas recebidas pelo Rotten Tomatoes, foi: “No final, apesar de todos os seus prazeres, é difícil ver Blade Runner 2049 como algo além de um elaborado eco do original, nem sequência verdadeira e nem reinicialização, sem clareza de sua própria identidade”. Melissa Anderson.
Novo filme do diretor: Duna
Diferente de Blade, Duna é um filme muito esperado pelo público, baseado nos romances de Frank Herbert, uma história de ficção científica que mostra Paul Atreides, vivido pelo ator Timothée Chalamete, um jovem de família aristocrata em um futuro distópico que se vê obrigado a fugir para o deserto. Ele conhece Chani (Zendaya) que o protege dos perigos de Arrakis.
“Com Blade Runner e Duna são duas pressões diferentes. Com Blade tive que respeitar a obra-prima de Ridley Scott, o que foi mais um ato de amor. Aqui é totalmente diferente. Estou lidando com a pressão dos sonhos que tive quando era adolescente. Era um grande sonhador. Sonhava grande quando era mais jovem. Esse adolescente em mim é totalitário e tive que agradar a esses sonhos. Esse foi o meu maior desafio”, concluiu Villeneuve.
Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: [email protected]
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