Netflix irá produzir novelas para competir com Globo em 2021

Fernanda Vasconcellos e Marco Pigossi (Divulgação)

A Netflix pretende investir em novelas exclusivas a partir de 2021, a fim de disputar diretamente com a Rede Globo de Televisão.

Segundo o jornalista Alessandro Lobianco, uma fonte da área comercial da Netflix, em Portugal, apontou esse desejo da plataforma de streaming de produzir novelas em 2021.

Reuniões sigilosas já ocorrem e a Netflix quer entrar na briga pelo elenco da Globo, já que a emissora carioca manteve poucos atores contratados e firmando apenas contratos por obra, com a grande maioria, inclusive grandes nomes como Tarcísio Meira, Glória Menezes, Antonio Fagundes e Gloria Pires.

Tais atores ‘dispensados’ podem fechar trabalhos em qualquer outra emissora ou plataforma.

Para a produção de novelas próprias, a Netflix investirá algo em torno de R$ 500 milhões. Vale lembrar que a Globo investiu em torno de R$ 400 milhões no MG4, estúdios com as mais altas tecnologias de filmagens para suas produções.

A plataforma espera que os artistas sinalizem as perdas de seus contratos e se interessem nas produções de novelas para o streaming.

Fernanda Vasconcellos, Maria Casadevall, Mel Lisboa, Alessandra Negrini, Bruno Gagliasso, Camila Morgado, Marco Pigossi e Eduardo Moscovis são alguns nomes de atores brasileiros que já trabalharam (com satisfação) em produções nacionais da Netflix.

Coisa Mais Linda

Após o controle da pandemia, a plataforma irá investir nas novelas para o Brasil, visando divulgação e lucro a nível mundial. As produções devem contar com uma média de 50 a 60 capítulos, ou seja, bem mais curtas do que o formato habitual adotado pela Globo.

Tal ideia de produzir novelas seria resultado do sucesso comercial e de público de Coisa Mais Linda.

Coisa Mais Linda (Divulgação/Netflix)

A série acompanha a vida de algumas mulheres, na década de 1960, vivendo o grande fenômeno da Bossa Nova nas noites do Rio de Janeiro. Além disso, a série explora um viés que defende a igualdade de gênero, a luta das mulheres e a desigualdade social em seu texto.

Em sua segunda temporada, a Netflix investiu mais no gênero “melodrama” a fim de ver o retorno que teria dos assinantes. E o sucesso que a primeira temporada tinha alcançado, se repetiu.

Formado em Criação e Produção Audiovisual pelo CBM (Centro Universitário Barão de Mauá). Frequentador assíduo das salas de cinemas, é também colecionador há anos de filmes em DVD e Bluray. Atuou como produtor e editor do SBT e na redação de blogs e sites em geral. Atualmente, trabalha como redator do E-Pipoca.


SIGA-NOS E VEJA MAIS


Veja mais ›