
A batalha judicial de Scarlett Johansson contra a Disney, devido o lançamento simultâneo de Viúva Negra nos cinemas e Disney+, acaba de ficar mais “quente”, diante acusações de misoginia por parte da companhia contra e a atriz.
No último sábado, 21 de agosto, mostra a equipe jurídica da estrela emitiu um comunicado a imprensa sobre o caso, fazendo a grave acusação e ainda insinuando que a Disney tem algo para esconder, por isso optou por uma arbitragem a portas fechadas.
“Depois de inicialmente responder a este litígio com um ataque misógino contra Scarlett Johansson, a Disney está agora, previsivelmente, tentando esconder sua má conduta em uma arbitragem confidencial”, afirmou o advogado de Johansson, John Berlinski.
Na nota o advogado ainda garante que houve o acordo para lançamento de exclusivo nos cinemas de Viúva Negra, mas que ele foi quebrado para beneficiar a Disney, e que ele tem provas disso.
“Por que a Disney tem tanto medo de litigar este caso em público? Porque sabe que as promessas da Marvel de dar à Viúva Negra um típico lançamento teatral como seus outros filmes tinham tudo a ver com garantir que a Disney não canibalizaria as receitas de bilheteria para aumentar as assinaturas Disney +. No entanto, foi exatamente isso o que aconteceu, e estamos ansiosos para apresentar a evidência esmagadora que prova isso”, ela salientou.
Na sexta-feira, 20 de agosto, a defesa da Disney entrou com uma ação no Tribunal da Corte Superior de Los Angeles solicitando que obrigatoriamente o caso fosse resolvido por meio de uma arbitragem realizada em Nova York.

Segundo divulgado, a moção apresentada acusa Johansson e sua equipe jurídica de ter aberto o processo como um golpe publicitário, para chamar a atenção para Viúva Negra e aumentar assim sua bilheteria.
“A Periwinkle concordou que todas as reclamações decorrentes de, em conexão com ou relacionadas aos serviços de atuação de Scarlett Johansson para a Viúva Negra seriam submetidas a arbitragem confidencial e vinculativa em Nova York”, diz a declaração apresentada pelos advogados Daniel Petrocelli, Leah Godesky e Tim Heafner da O’Melveny & Myers LLP em nome da Disney.
Os advogados garantem que a reclamação da equipe jurídica da atriz pode ser facilmente resolvida por meio de uma simples arbitragem.
“Se as reivindicações de Periwinkle contra a Disney se enquadram no escopo desse acordo, isso não é uma questão: as reivindicações de interferência e indução de Periwinkle têm como premissa a alegação de Periwinkle de que a Marvel violou a exigência do contrato de que qualquer lançamento de Black Widow incluísse um amplo lançamento teatral em nada menos que 1.500 telas. A linguagem simples e ampla da convenção de arbitragem abrange facilmente a Reclamação da Periwinkle”, afirmam o advogados da Disney.
A defesa da Disney ainda garantiu que a tática dos advogados da estrela de Viúva Negra de excluir a Marvel do processo, acusando a Disney pelo lançamento simultâneo em seu streaming, não passa de um golpe publicitário.
“Em um esforço inútil para escapar desse resultado inevitável e gerar publicidade por meio de um processo público, a Periwinkle excluiu a Marvel como parte neste processo – substituindo sua controladora Disney por teorias de interferência de contrato. Mas princípios de longa data não permitem esse tipo de jogo”, ressaltaram.
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