
O terceiro episódio da série do Disney+, Loki, chegou nesta semana estabelecendo um grande marco na história do Universo Cinematográfico Marvel, com o personagem título sendo o primeiro herói a assumir ser bissexual.
A revelação foi comemorada pela diretora do programa, Kate Herron, que utilizou sua conta pessoal no Twitter para comentar como revelar a bissexualidade do personagem de Tom Hiddleston era importante para ela.
“Desde o momento em que entrei no @LokiOfficial, foi muito importante para mim, e meu objetivo, reconhecer que Loki era bissexual. É uma parte de quem ele é e de quem eu também sou. Sei que é um pequeno passo, mas estou feliz e com o coração tão cheio de dizer que agora é a Canon em #mcu”, ela escreveu.
https://twitter.com/iamkateherron/status/1407633677484539906
Os fãs de Loki sempre suspeitaram que o personagem poderia ter uma sexualidade fluída, então ele ter assumido sua bissexualidade não foi exatamente uma novidade, mas uma confirmação.
O grande momento aconteceu em uma cena em que Loki conversa com Sylvie, a variante feminina que pulava na linha do tempo, e de repente o assunto abordado é amor e seus parceiros românticos.
“E você? Você é um príncipe. Devem ser pretensas princesas. Ou talvez outro príncipe”, Sylvie perguntou ao Deus da Travessura.
“Um pouco dos dois. Eu suspeito o mesmo que você. Mas nada nunca…”, ele respondeu.
“Real”, ela completou.
A cena ainda faz uma referência a bandeira do orgulho bissexual, por meio de sua iluminação com tons de rosa, roxo e azul, fato apontado por Sophia Di Martino, intérprete de Sylvie na série, ao responder a publicação de Kate Herron.
“E olhe para aquela bela iluminação”, ela ressaltou.

A revelação da bissexualidade de Loki marca a história do MCU, já que ele é o primeiro personagem abertamente bissexual do MCU.
A desconfiança dos fãs sobre o assunto vem não só da interpretação de Tom Hiddleston, mas também do fato de nas HQ, o personagem ser pansexual e ter gênero fluido.
O reconhecimento da bissexualidade de Loki é mais um passo em direção a uma nova fase para o MCU, que parece estar tentando consertar sua imensa falta de representação LGBTQ.
O primeiro passo foi dado em Os Eternos, um dos próximos lançamentos do MCU, que apresentará Phastos (Brian Tyree Henry), o primeiro super-herói abertamente gay da Marvel.
No início do ano passado o presidente da Marvel, Kevin Feige, afirmou em uma entrevista que o estúdio contaria com cada vez mais para personagens e atores que representem a diversidade.
“Queremos que os filmes reflitam o público e queremos que todos os membros do nosso público global se vejam refletidos na tela. E é isso que estamos fazendo há muito tempo. E certamente, é com isso que estamos nos concentrando em seguir em frente”, ele garantiu.
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