Chefão de rede de cinemas diz o que pensa sobre o lançamento de Mulher Maravilha no streaming

Mulher Maravilha 1984
Mulher Maravilha 1984 (Divulgação/ Warner Bros.)

A Warner resolveu não segurar mais o filme Mulher Maravilha 1984 considerado um dos maiores projetos do estúdio neste ano e vai lançá-lo tanto nos cinemas, como no streaming HBO Max (por cerca de um mês). O CEO de uma famosa rede de cinemas nos Estados Unidos abriu o jogo sobre o que pensa em relação à estratégia.

Adam Aron, CEO da rede de cinemas AMC, que declarou há alguns meses que caso não houvesse nenhum grande lançamento em 2020, em janeiro, a empresa iria declarar falência, não teve críticas tão duras à Warner como quando disparou contra a Disney, que resolveu lançar Mulan diretamente no Disney+, ou contra a Universal com seu Trolls 2 direto para o aluguel também no streaming.

Por muitos meses, a AMC tem mantido um diálogo ativo e profundo com a Warner Brothers para descobrir como melhor este blockbuster cinematográfico poderia ser visto nos cinemas AMC nestes tempos sem precedentes”, escreveu Aron em um comunicado obtido pela revista Variety. “Considerando que circunstâncias atípicas exigem relações econômicas atípicas entre estúdios e cinemas, e janelas atípicas e estratégias de lançamento, a AMC está totalmente a favor do anúncio da Warner Brothers hoje.”

Aron reiterou o compromisso da AMC com lançamentos exclusivos em cinemas, mas afirmou que a empresa “demonstrou claramente este ano que somos flexíveis e permanecemos abertos à evolução de modelos de negócios de longa data, desde que façamos isso de maneiras que melhorem o ecossistema da indústria para todos os players”.

Segundo o site Deadline, a Warner fornecerá um contrato com termos confortáveis para os cinemas que conseguirem se manterem abertos exibindo o filme durante o natal, já que a estimativa é que tenham somente 3 mil salas funcionado em toda a extensão dos Estados Unidos. Acredita-se que a Warner está engajada em fazer a HBO Max sair dos 38 milhões de assinantes, mesmo que para isso precise sacrificar a projeção de 1 bilhão de dólares que Mulher Maravilha 1984 ganharia em bilheterias.

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Paulo Afonso

Comunicólogo balzaquiano, paulistano, e com experiência vasta nesse mundo virtual. Adorador de séries, filmes, quadrinhos, e tudo o que envolve a cultura pop.