Atriz de The Crown revela ser gênero fluído e incômodo por usar peças íntimas

Artista revelou não se identificar diretamente com o gênero feminino e tem dificuldade de se adaptar a certos figurinos.

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Emma Corrin, de 26 anos, alcançou a fama após interpretar a princesa Diana na série The Crown, mas revelou que sentia certo incômodo por ter que usar sutiã em alguns papeis em produções recentes, porque não se identifica com o gênero feminino.

Artista explicou aos sites Daily Mail e Page Six, nessa quarta-feira (6), que prefere ser tratada por pronomes ‘they / them’, que são neutros na língua inglesa.

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Sinto que me identifico mais quando me chamam assim, mas meus amigos mais próximos me chamam de ‘ela’ e não me importo porque eu sei que eles me conhecem”, afirmou Emma.

Lady Di (Emma Corrin) em The Crown (Reprodução / Netflix)
Lady Di (Emma Corrin) em The Crown (Reprodução / Netflix)

“Na minha cabeça, gênero não é algo que parece fixo e não sei se algum dia será; sempre pode haver alguma fluidez.”, afirmou.

Como parte de sua profissão, entretanto, Emma precisa estar apta a interpretar papéis diferentes e personagens diversos, geralmente, femininos.

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Por isso, há momentos em que Emma  não se sente mais tão confortável ao ter que usar peças do vestuário que sejam femininas.

“Lembro-me de fazer um esforço por ter que usar sutiãs em Chatterley e como Marion [em ‘My Policeman’], mas é bem difícil, porque aí eu não sou Emma, certo?”, afirma.

“Sou atriz e tenho um trabalho a fazer. Minha cômoda e eu realmente rimos sobre eu colocar esses sutiãs dos anos 1960.”

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Emma Corrin como Diana em The Crown: (Reprodução)

Apoio familiar

Apesar de muitas pessoas LGBTQIAP+ terem dificuldades em se colocar no mundo como realmente são e enfrentarem problemas familiares, com Emma as coisas foram diferentes, já que teve apoio de sua mãe e irmão.

“Comecei a namorar uma garota e contei para minha mãe, e então meu irmão mais novo me mandou uma mensagem dizendo: ‘Ei, eu queria dizer bem-vinda, porque sou bi há muito tempo’”, contou.

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Emma ainda refletiu um pouco sobre a nova geração e afirmou que sente que pessoas mais jovens possuem mais abertura a esse tipo de assunto.

“A próxima geração é muito mais tranquila. Eles estão encontrando uma maneira de se expressar que é menos binária de uma maneira muito orgânica. Enquanto nós estamos quase presos no meio.”, finalizou.

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