
Martin Freeman, conhecido por seu papel em O Hobbit, deu algumas declarações polêmicas sobre Jim Carey. Os atores trabalharam juntos no filme O Mundo de Andy e Freeman se incomodou com os métodos de atuação impostos por Carey durante as gravações.
Freeman participou do podcast Off Menu e durante os comentários sobre Carey chegou a chamar seu comportamento extravagante de narcisista.
“Tenho uma certeza genuína de que Jim Carrey é uma pessoa adorável e inteligente, mas aquilo foi a bobagem mais auto-engrandecedora, egoísta e narcisista para c****** que eu já vi (…) A ideia de que qualquer coisa em nossa cultura poderia celebrar ou apoiar isso é perturbadora, literalmente maluca.”

Ainda segundo Freeman, o ator interferia no trabalho das outras pessoas no set ao tentar incorporar o personagem principal do filme mesmo fora do horário das gravações.
“Você não deveria se tornar a p**** do personagem, porque você deveria estar aberto a coisas que acontecem na vida real, porque alguém em algum momento vai dizer ‘corta!’. E não há sentido em responder: ‘O que significa isso? Eu sou o Napoleão’. Cala a boca”.
Para o ator o método de Carey não é profissional e ele só conseguiu impor sua técnica por ser quem ele é.
“Ele deveria ter sido demitido. Você pode imaginar o que aconteceria se ele fosse outra pessoa? Ele teria sido separado, quanto mais demitido. Ele teria sido eliminado. É a liberdade ridícula dada a algumas pessoas”, afirmou ele.
Apesar das críticas de Freeman, ele reconhece que Carey é um ator extremamente talentoso, mas acredita que ao alcançar certo status na carreira ultrapassam o limite do comum:
“Claramente, ele é uma pessoa muito engraçada e sabe absolutamente onde está a ‘graça’ o tempo todo”, afirmou, “mas acho que ele se perdeu na ilusão de pensar que é um guru ou um impostor, porque algumas pessoas pensam assim – quando você chega ao topo da montanha, o que vai fazer depois?”
Sobre o Mundo de Andy
O Mundo de Andy conta a história do comediante Andy Kaufman. O personagem entra em conflito com o seu público, pois ele pensava em usar o palco para refletir sobre o entretenimento enquanto a plateia queria diversão.
O filme permanece fiel à visão teimosa do verdadeiro Kaufman. O filme, escrito por Scott Alexander e Larry Karaszewski, começa com Kaufman como um garoto problemático em seu quarto, recusando-se a sair e brincar. Pois ele preferiria apresentar seu próprio programa de TV para as câmeras que ele acreditava estarem escondidas nas paredes de seu quarto.
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