Pouco mais de um ano após seu lançamento na HBO Max, Liga da Justiça de Zack Snyder comprovou todo o amor de seus fãs, ao vencer a nova categoria do Oscar, Momento Mais Vibrante do Cinema, após votação popular.
Dando vida a Victor Stone/ Ciborgue, Ray Fisher reagiu ao prêmio, sugerindo que o presidente da DC Films, Walter Hamada, devia homenagear a conquista pedindo desculpas aos envolvidos na investigação ocorrida na produção.
“Em homenagem ao reconhecimento histórico da Liga da Justiça de Zack Snyder, permita-me dizer, do fundo do meu coração, que Walter Hamada deve um pedido de desculpas aos participantes da investigação da Liga da Justiça”, o ator compartilhou por meio de sua conta pessoal no Twitter.
https://twitter.com/ray8fisher/status/1508487773140885510
A Investigação
A investigação citada por Fisher foi realizada há 2 anos baseada em alegações de que, Joss Whedon, diretor que substitui Zack Snyder na franquia, teria apresentado má conduta durante as filmagens.
Na época o ator acusou Whedon e outros diretores de racismo, inicialmente nas redes sociais, mas posteriormente ele solicitou que fosse realizada uma investigação interna.
O ator apontou o cineasta por comportamento grosseiro, abusivo, nada profissional e completamente inaceitável. Ele também denunciou os produtores do filme, Geoff Johns e Jon Berg, que, segundo ele estavam de acordo com tudo que Whedon fazia.
Após as denúncias de Fisher, a WarnerMedia realizou a solicitada investigação interna no fim de 2020. Em dezembro os estúdios anunciaram que a averiguação tinha sido concluída e medidas corretivas foram tomadas.
No ano passado, no entanto, a CEO da WarnerMedia Studios, Ann Sarnoff, deu uma entrevista à revista americana Variety, em que afirmou que a investigação não identificou atos de racismo por parte da produção do filme, e garantiu que não houve interferência de Hamada no caso.
A declaração da executiva deixou Fisher furioso e ele desabafou nas redes sociais, reafirmando que sim houve racismo, e que a suposta investigação foi na realidade uma tática da Warner para contornar responsabilidades legais.
Ele ainda apontou, ainda, que usar o fato de Hamada ser um homem “de cor” para tentar legitimar que ele não encobriria atos de racismo foi uma tática bem baixa e que a empresa deveria revelar ao mundo o que a investigação tinha feito no lugar do apenas dizer o que ela não descobriu.
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