Conhecido por seus muitos filmes de bang bang à italiana, e por ter levado Clint Eastwood ao estrelato, ao quebrar as regras do faroeste americano revitalizando o gênero, o cineasta italiano Sergio Leone morreu aos 60 anos e um de seus filmes favoritos, Era uma vez na América, contribuiu para isso.

    Considerado uma obra-prima dos faroestes, o filme consumiu mais de 10 anos de trabalho de seu diretor e se tornou uma obsessão tão grande terminá-lo que Leone chegou a não aceitar importantes ofertas de direção em outras produções, como a de O Poderoso Chefão.

    Baseado no romance The Hoods, escrito pelo ex-gângster Harry Grey, Era Uma Vez Na América acompanha David “Noodles” Aaronson, interpretado por Robert De Niro, que retorna a Nova York depois de 35 anos, para tentar entender seu passado, e o que aconteceu com seu eu jovem que após ascender com facilidade em uma gangue local acabou sofrendo uma grande derrocada.

    Cena de Era uma vez na América
    Cena de Era uma vez na América (Reprodução)

    Depois de mais de uma década de produção, Leone teve grande dificuldade para chegar ao corte final devido ter acumulado cerca de dez horas de material, mas depois de muito trabalho conseguiu reduzir para seis horas, que ele pretendia dividir em duas partes.

    Os planos dele não foram aprovados e ele acabou tendo que retornar para a mesa de edição e cortar mais cenas, conseguindo reduzir o longa-metragem para 3 horas e 49 minutos, chegando à versão que foi lançada no Festival de Cannes de 1984.

    A versão infelizmente teve uma primeira exibição nos Estados Unidos péssima, o que fez com que os distribuidores do filme pressionassem para que o diretor reduzisse ainda mais o filme, para que ele ficasse com 2 horas e 19 minutos.

    Após mais um corte, que removeu cerca de 90 minutos de filmagem, totalmente contra a vontade de Leone, Era uma vez na América foi bombardeado com críticas bastante duras.

    Cena de Era uma vez na América
    Cena de Era uma vez na América (Reprodução)

    A péssima recepção, somada com o estresse de produzir e editar inúmeras vezes e suas brigas com distribuidores por anos, acabaram partindo literalmente o coração de Sergio Leone, que com sua saúde prejudicada devido tudo isso, acabou falecendo em 1989, devido um ataque cardíaco.

    Felizmente o terrível corte acabou caindo no esquecimento, e atualmente é bastante difícil de se encontrar, pois a versão escolhida por Leone, que foi disponibilizada na Europa, acabou se tornando a mais popular, tendo sido incluída, inclusive em diferentes streamings.

    Era uma vez na América está disponível na Netflix, HBO Max, Star+ e Prime Video.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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