Conhecido como o estilista do reality show de transformação Queer Eye, da Netflix, o apresentador britânico, descendente de paquistaneses, Tan France revelou que quando tinha apenas nove anos de idade passou por um tratamento de clareamento de pele.

    A surpreendente revelação aconteceu durante a participação do apresentador no talk show britânico This Morning, enquanto ele comentava sobre os efeitos do colorismo em sua vida, algo que ele contou que começou o afetar desde que ele tinha cerca de três anos.

    France, que estava no programa promovendo seu documentário Beauty And The Bleach, onde ela aborda questões em torno do tom de pele e colorismo na sociedade, confessou que desde que se conscientizou do seu tom de pele viu isso como um problema que ele precisaria resolver.

    “Fiz isso apenas por algumas semanas e depois fiz de novo quando fiquei mais velho. Eu era um pouco mais escuro do que os outros membros da minha família. As pessoas vão olhar para isso e pensar: ‘ele é claro, qual é o problema dele?’. Mas [essa questão] está ao seu redor”, ele comentou sobre seu clareamento de pele.

    Ele, então, explicou as diferenças entre racismo e colorismo, ressaltando que quando se fala de tom de pele, o preconceito vem das pessoas de sua própria raça.

    “Racismo é quando você é atacado ou julgado com base em sua raça. O colorismo está dentro de sua própria comunidade e quão claro ou escuro você é. Se você é [mais] claro, é percebido como mais digno”, ele esclareceu.

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    Tan France (Reprodução)

    O estilista, que vê a fixação por tons de pele mais clara como um condicionamento estabelecido há séculos, ressaltou que omitiu que havia clareado sua pele anteriormente, por não querer que as pessoas vissem isso como se ele se envergonhasse de sua cor.

    “Eu não mencionei isso publicamente porque não queria que as pessoas dissessem: ‘espere, você tem vergonha da sua pele? Você acha que pessoas com pele mais escura não são tão dignas? Eu apenas pensei: ‘eu preciso encontrar uma maneira de namorar, conseguir um emprego, potencialmente um casamento'”, ele afirmou.

    O apresentador contou uma lembrança chocante, de quando tinha apenas cinco anos e foi espancado quase até a morte por racismo.

    “É a razão pela qual eu não moro no Reino Unido agora. Eu tinha 5 anos andando [quando andava] para a escola sozinho. Minha mãe estava trabalhando, meu irmão que normalmente ia para a escola comigo estava doente. Um grupo de homens me espancou e me deixou para morrer e foi puramente porque sou paquistanês e estou na Inglaterra. Era comum, acontecia com muita regularidade. Parte da razão pela qual eu queria descolorir era que as pessoas não perceberiam que eu era asiático”, ele concluiu.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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