Cavaleiro da Lua teve diversos roteiros jogados no lixo por motivo seríssimo

Jeremy Slater levou mais de um ano escrevendo os seis episódios para fazer justiça ao transtorno dissociativo de identidade

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Cavaleiro da Lua é bem mais do que uma história de super-herói, ela aborda um tema que nunca havia sido abordado em um programa de televisão antes, o que foi o centro do roteiro segundo o criador da série Jeremy Slater.

Steven Grant/Marc Spector/Cavaleiro da Lua tem Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI) e esse fato específico sobre o personagem acabou acarretando em mais tempo de trabalho para o roteirista, que levou mais de um ano escrevendo o roteiro conforme Slater contou ao site americano The Playlist.

“Nosso quarto de roteiristas durou 24 semanas, e então eu estava escrevendo versões disso por conta própria por provavelmente mais um ano depois disso. E ao longo desse tempo, provavelmente passamos por seis ou sete versões diferentes da série que tinham tipos de MacGuffins e vilões e interesses amorosos e tudo mais”, ele revelou.

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O roteirista explicou que o tempo, consideravelmente longo para se escrever apenas seis episódios de menos de uma hora de duração, foi o resultado de seu empenho para tratar de um tema tão delicado de maneira respeitosa e honrosa.

“Mas para nós, o aspecto mais complicado do programa e a coisa em que estávamos sempre focando para cada nova versão, era realmente fazer justiça ao tipo de metáfora de saúde mental que está no centro do programa, sabendo que nossa série é sobre a luta de um homem com sua própria mente e sua própria saúde mental”, ele salientou.

David Ganly como Billy Fitzgerald, Oscar Isaac como Marc Spector/Steven Grant, e Ann Akin como Bobbi Kennedy em Cavaleiro da Lua
David Ganly como Billy Fitzgerald, Oscar Isaac como Marc Spector/Steven Grant, e Ann Akin como Bobbi Kennedy em Cavaleiro da Lua (Divulgação/ Marvel Studios)

Ele destacou também que a preocupação da equipe de roteiristas era também abordar de maneira que as pessoas se identificassem de alguma maneira e que a série não se tornasse algo depressivo, mas trouxesse uma sensação mais otimista

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“E enquanto a maioria dos nossos espectadores não sofrerão da mesma aflição, a maioria deles não terá transtorno de identidade dissociativa, sabíamos que a saúde mental seria um substituto para muitas outras coisas. Todo mundo tem suas próprias lutas, seja ansiedade ou depressão, ou qualquer outra coisa. E por isso era muito importante para todos os nossos escritores e parceiros criativos que tudo o que estamos colocando lá fora no mundo tem que ser, em última análise, positivo”, ele ressaltou.

Slater afirmou, ainda, que seu intuito na maneira de abordar o TDI era proporcionar uma sensação de acolhimento às pessoas que possuem o transtorno e estavam assistindo a série.

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“Sabendo que você vai ter milhões e milhões de olhos em algo assim só porque carrega a marca Marvel, sentimos uma tremenda responsabilidade para acertar esse aspecto e garantir que, no final do dia, estaríamos contando uma história sobre saúde mental que iria capacitar os espectadores em vez de fazê-los se sentirem atacados ou fazê-los se sentirem isolados ou solitários. Então, essa era a nossa Estrela do Norte em termos do que estávamos buscando, e todos os nossos outros tipos de decisões criativas saíram disso”, ele concluiu.

Cavaleiro da Lua está disponível na Disney+.

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