A morte de Brandon Lee, ocorrida durante as filmagens de O Corvo (1994), foi um acidente trágico que gerou mitos e rumores ao longo dos anos. Sua morte não só impactou profundamente as vidas envolvidas, mas também influenciou a abordagem à segurança de armas em produções cinematográficas, incluindo o remake de 2024.
De acordo com o Looper, Brandon Lee morreu em 31 de março de 1993, durante as filmagens de uma cena de O Corvo. Eric Massee, que interpretava Funboy, disparou uma arma supostamente carregada com balas de festim, mas havia uma bala falsa presa no cano, deixada por erro.
Quando Massee disparou, a bala falsa foi impulsionada pela pólvora do festim, atingindo Lee no abdômen. Ele morreu após seis horas de cirurgia, devido à perda de sangue e ferimentos internos.
A morte de Brandon Lee foi considerada um caso de negligência, e o filme foi concluído sem ele. Em agosto de 1993, sua mãe, Linda Lee Cadwell, processou os cineastas, e o caso foi resolvido em outubro com termos não revelados.
O incidente também impactou profundamente Eric Massee, que disparou a arma. A tragédia levou os produtores do remake de 2024 de O Corvo a mudarem a forma como lidam com armas no set.
Sem armas no set do novo O Corvo

Na nova versão de O Corvo, que estreia este ano, ciente dos perigos de usar armas reais após o acidente de Brandon Lee e o incidente fatal no set de Rust em 2021, o diretor Rupert Sanders decidiu não utilizar balas ou armas reais em seu filme.
Rupert enfatizou que os sets já são perigosos o suficiente sem armas e elogiou a preocupação com a segurança dos profissionais, mas optou por eliminar completamente esse risco.
“No primeiro dia, me encontrei com o departamento de efeitos especiais e o armeiro, que foi ótimo, em Praga. Eles estavam muito preocupados com a segurança. Eles seguem as mesmas diretrizes que os militares ao lidar com armas, mas eu nem queria arriscar isso“, disse ele à Variety.
Embora isso tenha aumentado os custos de produção devido à necessidade de adicionar efeitos especiais e fumaça na pós-produção, Sanders considerou que a segurança extra valia a pena.
“São todas armas de Airsoft, e algumas delas são apenas de borracha ou metal que são funcionais, mas não têm mecanismo de disparo“, explicou.
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