Juntos desde 2016, Camila Queiroz e Klebber Toledo estrearam na última sexta-feira (25) seu primeiro trabalho juntos após terem se casado, e para quem acha que o fato de eles serem um casal ajudou a contracenarem em Procura-se, está bem enganado.
Durante uma coletiva de imprensa para promover o filme da HBO Max que adapta o romance Procura-se um Marido, de Carina Rissi, o casal admitiu que enfrentou certa dificuldade em contracenarem, justamente devido os dois estarem juntos e terem muita intimidade.
“Por conta de a gente ser um casal, as pessoas esperam que a gente tenha uma super química. Mas são personagens, é uma interpretação. Se eu olhasse para Camila como Klebber, a gente sairia do jogo cênico. Nos cobramos muito. Por sermos um casal, a gente se protege naturalmente, a gente conhece um ao outro”, explicou Klebber.

Camila acrescentou que eles precisaram se esforçar para não agirem como o casal que são, já que seus personagens no longa não iniciam sua história como duas pessoas apaixonadas apesar de fingirem ser um casal.
“Um olhar e já sabíamos o que o outro estava pensando. Criamos limites no set para não ultrapassar essa intimidade. Nosso relacionamento não poderia entrar no jogo de cena de um casal que está se conhecendo”, ela esclareceu.
O receio de não misturar vida real com interpretação foi ainda maior nas cenas de intimidade dos protagonistas, já que eles não tinham intimidade até aquele momento.
“Quando a Alicia e o Max deram o seu primeiro beijo, a gente se olhou e perguntou: ‘A gente vai dar beijo técnico? Como é o nosso beijo de trabalho?'”, disse Camila.
“A gente ria da cara um do outro, porque às vezes eu olhava para a cara dela e falava: ‘Não vem com essa para cima de mim, Camila'”, adicionou Klebber.

Todo o esforço para não misturar as coisas e levar para sua personagem o amor e intimidade que tem com o marido foi muito produtivo para Camila, que garantiu que a experiência a fez progredir como atriz.
A atriz também contou sobre a construção de sua personagem em Procura-se, que ela não queria que ficasse no padrão mocinha de comédia romântica.
“É uma história que conhecemos, a gente já viu alguma coisa assim em algum lugar. Eu falava muito para o Marcelo (Antunes, Diretor do filme): ‘Eu não quero fazer o clichê, quero criar camadas. Não quero deixá-la mimada. Quis trazer essa dor para ela. Alicia é muito forte, muito cabeça-dura. Ela tem uma casca, mas, ao mesmo tempo, ela sofre muito”, ela finalizou.
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