O diretor Martin Scorsese, de 81 anos, afastou os rumores sobre a sua aposentadoria. O cineasta afirmou que segue focado em finalizar os seus próximos projetos.
As especulações sobre uma possível aposentadoria surgiram após o cineasta adiar os seus dois próximos filmes, Sinatra e The Life of Jesus. Durante coletiva de imprensa em Torino, Scorsese afirmou que os adiamentos não tem relação com o seu estado de saúde. “Eu não tenho intenção de me aposentar. O filme sobre Frank Sinatra foi apenas adiado, enquanto o sobre Jesus segue em andamento e estou trabalhando nele. Espero que Deus me dê força e recursos para finalizá-los”, declarou.
De acordo com outros rumores, a cinebiografia de Frank Sinatra foi adiada pelo fato da família do cantor ainda não ter aprovado a produção, enquanto o filme de Jesus está passando por reformulações no roteiro.
O último filme de Martin Scorsese foi Assassinos da Lua das Flores, estrelado por Leonardo Dicaprio e Robert De Niro. Entre os principais filmes de sua filmografia, o cineasta dirigiu Taxi Driver, Os Bons Companheiros, O Lobo de Wall Street e Touro Indomável.
Scorsese critica busca de Hollywood por alta bilheteria
Além de ser considerado um dos cineastas mais importantes da história do cinema, Martin Scorsese também tem sido alvo de polêmica por conta de seus comentários ácidos. Recentemente, durante uma aparição no New York Film Festival, o cineasta criticou a obsessão de Hollywood por altos números de bilheteria.
Durante seu discurso, contudo, Scorsese elogiou o festival por defender o cinema em um momento em que “o cinema é desvalorizado, rebaixado, menosprezado por todos os lados, não necessariamente pelo lado dos negócios, mas certamente pela arte”.
De acordo com o IndieWire, o cineasta chamou de “repulsivo” e “realmente um insulto” essa obsessão da indústria do cinema por bilheterias.
“Desde os anos 80, houve um foco em números. É meio repulsivo. O custo de um filme é uma coisa. Entenda que um filme custa uma certa quantia, eles esperam pelo menos receber o valor de volta… A ênfase agora está em números, custo, fim de semana de estreia, quanto ele fez nos EUA, quanto ele fez na Inglaterra, quanto feito na Ásia, quanto ganhou no mundo inteiro, quantos espectadores teve. Como cineasta e como pessoa que não consegue imaginar a vida sem cinema, sempre acho isso realmente um insulto”.
Scorsese acrescentou: “Sempre soube que tais considerações não têm lugar no Festival de Cinema de Nova York, e aqui está a chave também com isso: não há prêmios aqui. Você não precisa competir. Você só precisa amar o cinema aqui”.
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