Ridley Scott revelou em entrevista os desafios e medos enfrentados durante as filmagens de Alien: o Oitavo Passageiro (1979). Ele temia que o filme não tivesse sustos suficientes, afinal, como não havia efeitos especiais na época, poucas cenas foram filmadas com o Xenomorfo e ainda havia o risco da história ficar repetitiva.
“Não se esqueça, não tínhamos efeitos digitais naquela época. Nada. E então os cenários têm que ser pintados, e eu tenho que encontrar um homem muito alto e magro para espremer em um traje de borracha. E, portanto, quando você faz isso, você pode filmar muito pouco, mostrar o mínimo possível, porque realmente não se sustenta”.
“E assim, por ser subliminar e mínimo, funciona muito bem. Eu acho que a criatura era única, e você tem que acreditar. Não importa o quão bom fosse o meu elenco – o elenco era fantástico – mas sem aquela fera, não teria sido o mesmo”, explicou Scott à GQ.
Para resolver o problema, o diretor acrescentou ao filme a traição de Ash, o andróide interpretado por Ian Holm, para intensificar a tensão entre a tripulação.
“Eu estava preocupado que pudéssemos ficar sem sustos e coisas assustadoras no corredor, então a coisa nova entraria de repente, Ash se oporia a algo e, em seguida, teria uma má atuação como IA. E Yaphet Kotto teve que pegar o extintor de incêndio e derrubá-lo na cabeça, provavelmente arrancou sua cabeça, então agora vemos fios e metal e orgânico … Ele é uma IA”.
Inspirado no HAL de 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick, Ash foi criado como um avatar da ganância corporativa, disfarçado entre a tripulação até ser revelado como andróide. O diretor acrescentou:
“O computador sabe pela corporação que o sucesso da jornada é mais importante do que a tripulação. Então, pegamos isso emprestado e transformamos isso em Ash, onde ele era o ‘homem da empresa'”.
Todos os filmes da franquia Alien estão disponíveis no serviço de streaming Disney+. A série Alien: Earth está prevista para estrear ainda este ano.
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