A franquia Alien é uma das mais antigas do cinema, tendo as duas primeiras sequências igualmente bem recebidas por fãs e críticos, mas as terceira e quarta partes sofreram uma recepção mais negativa. O lançamento mais recente da franquia é Alien: Romulus.
Ridley Scott refletiu sobre a franquia Alien, mencionando que inicialmente pensou que ela estava desgastada após os quatro primeiros filmes. Ele acredita que o sucesso do filme original deveu-se em parte ao fato de ter a criatura certa. Scott destacou que, em filmes de terror, a criação e a apresentação do monstro são cruciais, e que muitas vezes menos é mais para criar tensão.
“Eu acho que, erroneamente, em Alien eu pensei que a velha besta tinha se desgastado. Porque quando fizemos o primeiro [conjunto de filmes], éramos eu, Jim [Cameron], David [Fincher] e o francês [Jean-Pierre Jeunet] – havia quatro. Eles se desgastaram. A besta se desgastou“, explicou Scott em uma entrevista à Total Film.
“E, de uma forma engraçada, encontrei a besta em parte por acidente. Sem esse alienígena, você nunca teria tido esse filme. Com todo o grande elenco do mundo, quando você tem um filme em que é sobre estar preso a uma criatura – é melhor você ter a criatura certa”.
Ele tentou evitar que o filme se tornasse apenas uma sequência de cenas sangrentas sem suspense, o que ele considera ter contribuído para o fim da franquia.
“E muitas dessas coisas são terríveis. E depende do que é esse monstro, e também de como você brinca com ele quando na maioria das vezes menos é sempre melhor para a tensão. E é mais fácil ter um filme que é sangue e sangue sem tensão. Eu tentei evitar isso. E assim morreu“.
Ridley acreditava que a franquia poderia ser tão popular quanto Star Wars ou Star Trek, embora achasse que Ressurreição deveria ser o fim, até que surgiu a ideia de fazer Prometheus.
“E eu sentei e pensei: ‘Que pena, porque esta é uma franquia enorme – talvez a maior além de Star Wars e Star Trek de todos os tempos’. Porque ainda há um longo caminho a percorrer. Então eu me sentei com Damon Lindelof, na verdade. Sentamos em uma mesa e discutimos: ‘para onde poderíamos ir?’ E tudo começou com Prometheus“, finalizou o diretor.
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