
Seaspiracy: Mar Vermelho é um documentário da Netflix de tirar o fôlego. O filme, que mostra a gravidade do dano humano feito aos oceanos, estreou na plataforma em 24 de março.
O documentário expõe as agressões à natureza causadas por corporações, assim como o nível de gravidade da situação.
Em uma hora e vinte e nove minutos abrange muitos tópicos, incluindo caça às baleias, microplásticos e pesca excessiva.
Durante a produção do filme, o cineasta Ali Tabrizi também descobre uma rede de corrupção que favorece certos setores da indústria.
O cineasta é ainda mais direto ao dar nome a quem ele considera responsável pela crise nos mares. No filme, Tabrizi acusa o grupo responsável pela certificação de frutos do mar, o Marine Stewardship Council- MSC Group-, de agir apenas em favor dos seus próprios interesses.
Seaspiracy descreve uma rede de sigilo que foi criada na indústria de frutos do mar. Esta rede tem o objetivo de controlar e proteger os interesses financeiros dos produtores de frutos do mar.
Porém o MSC nega qualquer envolvimento com corrupção e diz que o filme se trata apenas de uma agenda ideológica. Em um comunicado à imprensa o grupo disse o seguinte:
“Não é surpreendente que o filme conclua que apenas alimentação à base de plantas são viáveis. Embora reconheçamos e respeitemos o veganismo como uma escolha totalmente legítima, vale a pena lembrar também que milhões de pessoas em todo o mundo dependem dos frutos do mar para suprir sua necessidade de proteína. Com a população global estimada em 10 bilhões até 2050, a necessidade de aproveitar nossos recursos naturais de forma responsável é mais urgente do que nunca. A pesca sustentável tem um papel vital a desempenhar na proteção desses recursos. ”
Porém, Seaspiracy vai na contramão de quem acredita que pesca sustentável é possível.
Com o apoio financeiro do ator e ativista ambiental Leonardo DiCaprio, o documentário segue os passos do filme Cowspiracy, lançado em 2014. Logo, o objetivo claro deste novo filme é mostrar o preço que os oceanos pagam para garantir que os humanos possam consumir carne.
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