Após explorar os dramas internos de figuras icônicas como Jacqueline Kennedy em Jackie (2016) e a princesa Diana em Spencer (2021), o cineasta chileno Pablo Larraín conclui sua trilogia sobre grandes mulheres com Maria Callas (Maria).

    Estrelado por Angelina Jolie, o filme promete não apenas recontar a história da “maior cantora de ópera de todos os tempos“, mas ir além do espetáculo, focando na mulher por trás da lenda. O longa mergulha nos últimos dias de Callas, em busca de sua voz e identidade, trazendo à tona as complexidades de uma diva que, longe dos palcos, já havia decidido interromper sua carreira.

    Larraín, revelou um motivo pessoal para dirigir o filme, e confessou ser fã de longa data da cantora. Com uma pesquisa profunda, ele revelou uma personagem forte, que se recusa a ser vista como vítima das tragédias que viveu e representou.

    “Tive muita sorte de crescer indo à ópera em Santiago com a minha família durante muitos anos. Saía simplesmente encantado depois de assisti-los. E, então, de volta em casa, minha mãe colocava Maria Callas para tocar e dizia ‘você viu aquilo, agora isso é o que há de melhor’. Cresci com a presença dessa cantora incomparável, alguém que tinha a voz de um anjo”.

    Quando cresceu, Larraín descobriu mais sobre a vida de Maria Callas e percebeu semelhanças entre ela e as personagens que interpretou, o que ajudou a moldar a visão que ele queria mostrar no filme.

    “Uma das coisas que discuti com [o roteirista] Steven Knight logo no início era entender que esse filme é sobre alguém que se torna parte das tragédias que estrelou nos palcos. Existe uma espécie de mapa escondido, em que cada canção que usamos – seja só a orquestração ou com vocais – está relacionada ao momento do filme. Existe um propósito dramático”.

    Distribuído pela Diamond Films, Maria Callas chega nos cinemas do Brasil no dia 16 de janeiro.


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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