Justiça Jovem (Divulgação / DC)
    Justiça Jovem (Divulgação / DC)

    Justiça Jovem (Young Justice) é considerada uma das melhores séries animadas da DC, com um bom equilíbrio entre ação, desenvolvimento de personagens, além de mostrar uma trama mais adulta e sombria.

    Contudo, a série está longe de ser perfeita, e a terceira temporada cometeu alguns tropeços ao tentar juntar todos o elementos de uma vez, e bem, às vezes, menos é mais.

    A quarta temporada da série estreará em breve e abaixo segue cinco problemas que o novo ano da série tem que resolver.

    1 – Tamanho do elenco

    Justiça Jovem começou apresentando um grande elenco de heróis que foi aumentando ao longo das temporadas seguintes, isso sem falar nas equipes adicionais.

    Com isso, diversos personagens não tiveram um desenvolvimento satisfatório.

    Com um elenco tão robusto já, não há razão para continuar apresentando novos personagens ou novas equipes. Com um elenco menor, todos os problemas a seguir se tornam mais fáceis de corrigir.

    2 – Explicações desnecessárias

    Com tantos personagens é necessário formas alternativas de resumir diversos acontecimentos, com isso por diversas vezes vemos noticiários na série animada, ou até mesmo sequências onde os personagens ficam só no celulares.

    São tempos de execução com poucos acontecimentos e muitas explicações. Com uma história reduzida e menos personagens, pode fazer com que tais ferramentas não sejam mais necessárias.

    Justiça Jovem (Divulgação / DC)
    Justiça Jovem (Divulgação / DC)

    3 – Missões

    Justiça Jovem precisa retornar ao básico que tornou a primeira temporada tão boa. Uma grande parte disso são as operações secretas que não apenas deram aos enredos um sabor distinto da maioria dos outros programas de super-heróis, mas também lhes deram uma estrutura episódica mais fácil de seguir.

    Missões independentes restritas a um episódio são mais fáceis de seguir, mas Outsiders, por exemplo, começou com uma missão para Markovia que durou 3 episódios com um quarto contendo flashbacks desenvolvendo a mesma missão. Essas missões ainda avançavam no enredo geral, mas não sofriam de nenhuma bagagem emocional.

    4 – Ação

    Embora a trama complexa e o desenvolvimento de personagens sejam a qualidade definidora que eleva o Justiça Jovem acima de muitos outros programas, no fim da contas, é um programa de ação-aventura que precisa equilibrar cenários eficazes junto com seus outros pontos fortes.

    A 1ª temporada teve o clímax com uma batalha épica entre a Liga da Justiça que teve sua mente controlada contra o time protagonista, ao mesmo tempo os jovens heróis afirmavam sua independência.

    Mas as variadas tramas de Outsiders dificultaram que a trama se calcificasse em torno de um único clímax, e a divisão entre o confronto final contra Vovó Bondade e a batalha pela coroa Markoviana parecia desarticulada e ineficaz em comparação com os finais anteriores.

    5 – Leveza

    O último ingrediente que falta que poderia realmente fazer da quarta temporada a melhor de todas é tão simples quanto um senso de humor.

    Embora a caracterização e o drama interpessoal invistam emocionalmente o público nos personagens do show, há um equilíbrio que esses elementos precisam atingir com um senso de leviandade ou capricho para evitar que o tom pareça melodramático ou exagerado.

    Infelizmente, a terceira temporada se tornou muito enraizada em tais elementos pesados.

    Embora o Justiça não deva perder o foco na ação, ele também não precisa perder seu espírito divertido. A série atinge o seu melhor quando consegue equilibrar com sucesso todos os seus elementos díspares.

    Fonte: CBR

    Autor

    • Gabriel Girão

      Jornalista carioca formado pela Estácio. Possui experiência com redação jornalística, assessoria de imprensa, cobertura de eventos, revisão de texto e social media. É redador do Spun Orgânico desde junho de 2024 e escreve sobre entretenimento, famosos e moda.

      Contato: [email protected]


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