Não Fale o Mal é um filme intrigante e tenso, que reforça o quanto as aparências podem enganar. De um lado estão o casal Ben e Louise, e a filha Agnes, que apenas querem passar férias relaxantes na Itália. Do outro, Paddy e Ciara, e seu filho Ant, uma família chamativa que parecem curtir a vida ao máximo.
A primeira parte do filme procura mostrar a vida de ambas as famílias e construir a relação entre eles. E não demora para Paddy conseguir fisgar Ben com seu jeito cativante. É partir daí que vários questionamentos começam a surgir sobre Paddy e sua família, e como ele poderia ser um vilão.
O começo pode ser um pouco arrastado, mas ao longo da trama as tensões vão aumentando, pois não se sabe quando o mal finalmente vai acontecer. E tudo fica mais angustiante com Ant (Dan Hough) lutando para contar algo importante, mas é constantemente interrompido ou ameaçado.
James McAvoy entrega um atuação incrível como Paddy, desde forma como ele seu personagem se comporta até as mudanças bruscas de humor. E ele fica amedrontador quando finalmente encarna a persona do vilão. Isso é algo que chama atenção, podendo ser comparado com Kevin Wendell Crumb que ele interpretou em Fragmentado.
Não Fale o Mal é um jogo de poder psicológico, e que muitas vezes mostra como as pessoas se comportam nos mais variados contextos e situações, normalmente buscando evitar o confronto e se mostrar educado. É um filme sobre estar deslumbrado com a vida de alguém e como nos deixamos levar por certas manipulações, e os manipuladores sabem muito bem o que fazem,
Mas no fim, todos acabam mostrando o seu lado mais selvagem quando surge a necessidade de sobreviver. E por falar em fim, Não Fale o Mal oferece uma desfecho surpreendente, e considero muito merecido para dois dos personagens.
Não Fale o Mal tem direção e roteiro de James Watkins. O filme chega nos cinemas no dia 12 de setembro.
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