Crítica infundada? Soul é um filme para crianças?

Soul
Soul (Divulgação)

Você acha que Soul é um filme para crianças? Surgiram muitas críticas na internet após o lançamento do novo filme da Disney/ Pixar alegando que a empresa tinha esquecido quem era seu público-alvo. 

Pesadas, amargas, e grosseiras, as críticas direcionadas ao filme falaram que o filme foi pesado ao tratar o tema da morte, algo que mesmo de forma mais colorida, Viva – a Vida é uma Festa já tinha feito, e diga-se de forma muito mais triste. 

Segundo o site CinemaBlend, existem alguns elementos que fazem de Soul um filme muito apropriado para crianças – até mais que para adultos. 

O primeiro deles é 22. A personagem que existe como uma alma antes de ir para a Terra vinda de um lugar chamado O Grande Antes. O drama dela e seu medo de se arriscar na Terra, pode explicar para as crianças sobre o mundo, os seres humanos, e como a Terra é um lugar válido para se viver. Segundo o site, se a história de Joe fosse contada do ponto de vista melancólico de 22, aí sim, ele seria mais dramático. 

22 ainda não parece ter comportamentos muito distantes do que as crianças têm atualmente. A personagem é a janela perfeita para a criança (pequena inclusive) enxergar seu próprio ambiente, e se entender. Claro que uma criança não dirá “uau, como me identifiquei com aquela personagem”, mas a graça empregada nela cria uma sensação nos pequenos. 

A troca de corpo de Joe com o Sr. Mittens, um gatinho é outro aspecto apontado que faz com que Soul faça as crianças darem uma gargalhada. Em nenhum momento o filme tenta explicar uma possível vida após a morte, e até mesmo pregar algum tipo de ideologia teológica, se passando prioritariamente no mundo que nós, e as crianças conhecemos. 

Tudo é feito com uma leveza incrível. Outra questão é que quando se é criança, o máximo que você vai fazer é prestar atenção em 22 no corpo de Joe andando de forma desengonçada, e Joe no corpo do gato tentando fazer coisas humanas básicas como abrir uma porta, ou pegar pizza. 

Crianças também lidam com a perda de entes queridos, e até mesmo veem os vilões de desenhos animados morrerem, porém diferente dos adultos não ficam tentando encontrar um propósito. 

Comunicólogo balzaquiano, paulistano, e com experiência vasta nesse mundo virtual. Adorador de séries, filmes, quadrinhos, e tudo o que envolve a cultura pop.


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