
Fuja, o suspense adquirido recentemente pela Netflix, é protagonizado por Chloe (Kiera Allen), uma jovem que começa a desconfiar da reputação perfeita da mãe.
Diane Sherman, a mãe, é interpretada por Sarah Paulson, também conhecida por suas performances em Ratched e American Horror Story.
O longa possui uma trama familiar sobre abusos que podem ser comuns a crianças e pessoas com deficiências.
Uma grande virada ocorre no filme, que irá expor um problema muito mais grave na relação de mãe e filha. Afinal, toda a relação das duas está pautada no uso excessivo de medicamentos impostos à Chloe.
A síndrome de Munchansen
O filme se inspira não em uma história particular, mas em casos reais e fictícios do transtorno chamado de Síndrome de Munchausen por Procuração.
O transtorno mental foi descrito em 1977 como uma forma de abuso infantil. As mães com este problema provocam deliberadamente, ou informam de forma falsa, a existência de alguma doença ou deficiência em uma criança.
A intenção é chamar atenção para si mesmas e seus cuidados com a criança.
A influência do famoso caso de Gypsy Rose Blachard (Mamãe Morta e Querida) não foi citada pelo autor de Fuja, mas impossível não notar as semelhanças com Dee Dee, a mãe abusiva que teve seu assassinato planejado por sua filha.
A história de Gypsy e sua mãe foi transformada na série The Act pela Hulu, mesma plataforma que lançou inicialmente Fuja em 2020.
Curiosidades
Fuja não é baseada em uma história real, mas mostra abusos corriqueiramente sofridos por crianças, pessoas com deficiências e outras vulnerabilidades, mas que não conseguem ou não podem se manifestar e denunciar as violências sofridas.
Esta é a primeira produção de grande alcance protagonizada por um artista cadeirante nos últimos 50 anos. Quem interpreta Chloe, a protagonista, é Kiera Allen, que realmente precisa usar cadeira de rodas na vida real.
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