O filme Enterre Seus Mortos, dirigido e roteirizado por Marco Dutra, explora os limites entre a vida e a morte, o real e o fantástico. Baseado no romance de Ana Paula Maia, a produção conta com Selton Mello e Marjorie Estiano nos papéis principais. É uma produção original Globoplay, assinada também pela RT Features.

    A estreia mundial de Enterre Seus Mortos ocorrerá no Festival de Cinema de Sitges, na Espanha, seguido pelo Festival de Londres – BFI. No Brasil, foi exibido pela primeira vez no Festival do Rio, e será exibido também na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

    Em Enterre Seus Mortos, Selton Mello interpreta Edgar Wilson, um homem sombrio que trabalha removendo animais atropelados em estradas, com seu colega, o padre excomungado Tomás (Danilo Grangheia). Edgar namora Nete (Marjorie Estiano), sua chefe. A história se passa na fictícia cidade de Abalurdes, marcada por um clima apocalíptico. Quando Edgar viola as regras de seu trabalho, o caos se instala em sua vida e na cidade.

    Enterre Seus Mortos acompanha a jornada de Edgar em um mundo devastado, enfrentando sonhos violentos e a inevitabilidade da morte. A temática central é a morte, explorando a resiliência dos personagens em meio ao caos e sua busca por salvação. Com uma atmosfera sombria e reflexões sobre mortalidade, o filme combina drama e terror, destacando o talento de Marco Dutra para criar narrativas densas e complexas.

    Pôster de Enterre Seus Mortos (Divulgação)
    Pôster de Enterre Seus Mortos (Divulgação)

    O diretor compartilhou: “Enterre Seus Mortos mistura diversos gêneros do cinema para abordar o antigo tema do ‘Fim dos Tempos’. Edgar Wilson, o protagonista, é como uma ponte entre o mundo dos vivos e dos mortos, entre a vida desperta e os pesadelos. Ele é um andarilho, movendo-se por mundos destruídos que parecem próximos do fim, mas que de alguma forma ainda funcionam”, contou o diretor

    O filme foi escrito e produzido durante os anos da pandemia, e o tema da Morte, em todo o seu sombrio esplendor, aos poucos se tornou o foco central. A inevitabilidade da morte, mas também a ideia de salvação diante dela. As maneiras pelas quais resistimos fugazmente à morte, esculpindo espaços para sobreviver e possivelmente prosperar em um mundo que colapsa”, finalizou.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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