Christopher Nolan voltou a comentar o avanço da inteligência artificial e fez uma comparação inusitada durante entrevista ao canal Hugo Décrypte. O diretor de A Odisseia classificou a tecnologia como um “cavalo de Troia de vidro”, em meio à polêmica envolvendo Elon Musk, que tem atacado publicamente o filme. Segundo Nolan, que enxerga a tecnologia como algo transparente em suas intenções.
É um cavalo de Troia de vidro, no qual todo mundo sabe que os gregos estão dentro.
Disparou o diretor ao ser questionado sobre o crescimento da IA.
Confira a entrevista completa na íntegra:
Durante a conversa, o cineasta também elogiou a postura da Geração Z em relação às ferramentas de inteligência artificial. Segundo ele, o fato de jovens identificarem rapidamente conteúdos produzidos por IA e chamá-los de “lixo de IA” demonstra uma visão crítica importante.
“Nunca vi uma tecnologia avançando tão rapidamente sendo tão completamente rejeitada pelo público. A suspeita de todos em relação a ela é extrema, especialmente entre os jovens”, afirmou.
Para Nolan, essa desconfiança pode ser justamente o caminho para que a sociedade utilize a tecnologia de forma mais responsável.
Polêmica com Elon Musk
As declarações acontecem enquanto Elon Musk mantém críticas frequentes a A Odisseia. O empresário acusou o filme de adotar escolhas de elenco “woke”, criticou a escalação de Lupita Nyong’o como Helena de Troia e fez comentários sobre Elliott Page, intérprete de Sinon na produção.
Além disso, Musk afirmou que sua plataforma de inteligência artificial, Grok, produzirá até o fim do ano uma versão de A Odisseia que seria, segundo ele, “historicamente precisa e fiel à obra de Homero”.
Diretor de Doutor Estranho rebate Musk
A discussão também mobilizou outros cineastas. Nas redes sociais, Scott Derrickson, diretor de Doutor Estranho, criticou duramente Elon Musk.
“O Elon Musk claramente não sabe p**** nenhuma de cinema e parou de ler aos 20 anos. As opiniões dele sobre arte são inúteis”, escreveu.
Apesar da polêmica, A Odisseia segue em alta nas bilheterias. O longa estreou arrecadando US$ 264 milhões mundialmente e continua registrando sessões esgotadas em diversos mercados.
Pausa na carreira?
Recentemente, o cineasta revelou que pretende fazer uma pausa na carreira. Em entrevista ao programa Today, o cineasta afirmou que A Odisseia exigiu um enorme esforço físico e criativo, levando-o ao limite durante as filmagens.
Baseado no poema épico de Homero, o longa acompanha a jornada de Odisseu (Matt Damon), que tenta retornar à ilha de Ítaca após a Guerra de Troia. Durante dez anos, o herói enfrenta monstros, criaturas mitológicas e a fúria do deus dos mares, Poseidon, que faz de tudo para impedir sua volta para casa e seu reencontro com Penélope.
Apesar de preservar a essência da obra original, a adaptação promove diversas mudanças em relação ao poema, incluindo a redução da participação dos deuses gregos, alterações em eventos importantes da viagem e um desfecho diferente daquele apresentado por Homero.
O filme segue em cartaz nos cinemas.
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