Atriz ressalta importância da produção feminina em Não Foi Minha Culpa

Atriz relembrou como foi difícil sair da personagem devida a intensidade dele e sua história

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Durante uma conversa exclusiva com o E-Pipoca, Lorena Comparato falou sobre seu trabalho na série do Star+, Não Foi Minha Culpa, que é parte de uma franquia produzida em vários países da América Latina, que aborda a violência contra a mulher.

“Não Foi Minha Culpa é uma série que já foi feita na Colômbia, no México, na Argentina, e em outros países da América Latina e fala justamente dessa falta de culpa das vítimas de assédio e feminicídio. É uma série muito séria e muito densa”, ela explicou.

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Ela ressaltou o fato da série ser produzida por mulheres, em sua maioria, o que ela considera que influenciou muito no resultado final.

“Eu tive o grande prazer de ser dirigida pela Susanna Lira e pelo Márcio Schoenardie. Mas a equipe foi majoritariamente feminina, e quem trabalha muito no audiovisual e em set de filmagens, sabe como isso é difícil”.

“As cenas eram muito densas, muito difíceis de fazer, foi uma série que foi muito delicada. Fotografia feminina, elétrica feminina, maquinário feminino. Sim, era só mulher. Então acho que realmente isso que a gente formou ali vai fazer a diferença na tela”, ela declarou.

Armando Bavaioff e Lorena Comparato em cena de Não Foi Minha Culpa (Divulgação/Star+)

Lorena acrescentou que não foi fácil sair da personagem devido a intensidade dela e de sua história e que ela precisou mais do que nunca ser bem dirigida para conseguir chegar onde precisava nas cenas.

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“É uma série que ficou muito comigo, uma série que foi difícil sair da tristeza a da dor, eu tive muitas crises de choro, foi muito difícil e eu precisei muito de ajuda. Eu precisei muito da ajuda e incentivo da Susanna Lira em algumas cenas, porque você se depara com muitos gatilhos da sua vida”, ela admitiu.

Ela finalizou salientando que ela espera que a série atinja aos espectadores da mesma maneira que a atingiu, e que isso acontece não só com o público feminino, mas também com o masculino.

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“Eu espero que essa catarse que eu tive .Que seja uma catarse para quem assistir, que abra os olhos das pessoas que assistam e eu digo homens e mulheres, porque eu, eu espero que homens assistam essa série”.

“Eu acho que é uma série de gatilhos, que tem que assistir para refletir, para pensar, para estar literalmente questionando a sociedade que a gente vive, e tudo que a gente passa. Tem uns momentos na série que são muito tensos e muito difíceis, mas foi um projeto que eu fiquei muito feliz em fazer”, ela concluiu.

Não Foi Minha Culpa chega ao Star+ em 10 de agosto

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