Ariana Grande defendeu que a terapia seja incorporada aos contratos de jovens estrelas da música e da atuação. De acordo com a Variety, em entrevista ao podcast WTF de Marc Maron, a artista falou sobre os desafios de lidar com a fama desde jovem, incluindo a exposição da mídia e a falta de limites sobre sua vida pessoal.

    Eu tinha 19 anos quando todo esse absurdo começou a acontecer comigo, e é apenas uma peça maluca do quebra-cabeça. É algo que você trabalha tanto para tentar entender, e nunca fará sentido para mim. Eu simplesmente amo arte e isso é tudo que me importa, então é estranho que isso faça parte disso. Tudo começou quando eu era tão jovem com meu corpo ou rumores sobre meus relacionamentos ou sobre minha equipe ou sobre minha mãe ou sobre pessoas que amo. Simplesmente não havia limite”.

    Grande destacou que estúdios e gravadoras sabem como a fama pode impactar negativamente e devem ser responsáveis por oferecer suporte psicológico regular. Para ela, a terapia não deveria ser opcional para artistas em ascensão, pois a vulnerabilidade é parte essencial do processo criativo.

    É tão importante que essas gravadoras, esses estúdios, esses estúdios de TV, essas grandes produtoras tornem isso parte do contrato quando você assina para fazer algo que vai mudar sua vida dessa maneira, nessa escala”, disse Grande. “Você precisa de um terapeuta para te acompanhar várias vezes por semana”.

    “Quando essas pessoas são escaladas para esses papéis que mudam a vida, ou quando conseguem aquele contrato de gravação, quando têm esse momento, isso deveria ser inegociável no contrato. Porque, para ser um artista, você é uma pessoa vulnerável, com o coração na manga… Então, a mesma pessoa que deve fazer arte é exatamente a mesma que não deveria ter que lidar com essa merda”.

    Esta não é a primeira que Ariana Grande comenta o assunto. Após o lançamento do documentário O Lado Sombrio da TV Infantil, a artista refletiu sobre sua experiência em Brilhante Victória, abordando a pressão, o conteúdo inadequado, a necessidade de mais proteção para jovens atores, e defendeu a presença de terapeutas e pais nos sets.


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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