Pela primeira vez em mais de 15 anos, o Brasil avança na corrida pelo Oscar de Melhor Filme Internacional. Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, estrelado por Fernanda Torres, Selton Mello e com participação especial de Fernanda Montenegro, foi pré-selecionado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para a shortlist da categoria, com 15 filmes escolhidos, algo que não ocorria desde a 80ª edição da premiação, realizada em 2008. O filme foi selecionado entre uma longa relação de 88 filmes, e a escolha dos cinco finalistas será anunciada no dia 17 de janeiro de 2025.

    “Essa é uma escada longa, cada degrau que a gente sobe é um milagre que não se repete, e, cada etapa, um alívio quando a gente passa. Este é um ano muito difícil, com filmes muito bons, e só de estar na shortlist já é uma grande coisa”, comemora Fernanda Torres.
    Depois de se tornar o filme brasileiro de maior bilheteria pós-pandemia, Ainda Estou Aqui é o único título nacional entre as dez maiores bilheterias do ano, na quinta posição, e já fez mais de 2,7 milhões de ingressos vendidos em pouco mais de um mês de lançamento.
    No domingo, (15), Ainda Estou Aqui recebeu o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro no New Mexico Critics Awards 2024. O filme também foi indicado na categoria Melhor Filme Internacional para o Satellite Awards, premiação concedida pela Academia Internacional de Imprensa e Fernanda Torres concorre na categoria Melhor Atriz em Filme de Drama. Na semana passada, o longa também foi selecionado na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Critics’ Choice Awards 2025. No Globo de Ouro, concorre a Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Fernanda Torres disputa o prêmio na categoria de Melhor Atriz em Filme de Drama. 
    Ainda Estou Aqui relata um Rio de Janeiro dos anos 70. O país enfrenta o endurecimento da ditadura militar. Estamos no centro de uma família, os Paiva: Rubens, Eunice e seus cinco filhos. Vivem na frente da praia, numa casa de portas abertas para os amigos. Um dia, Rubens Paiva é levado por militares à paisana e desaparece. Eunice – cuja busca pela verdade sobre o destino de seu marido se estenderia por décadas – é obrigada a se reinventar e traçar um novo futuro para si e seus filhos. Baseada no livro biográfico de Marcelo Rubens Paiva, a história emocionante dessa família ajudou a redefinir a história do país.
    O filme segue em exibição nos cinemas.


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    Jornalista carioca formado pela Estácio. Possui experiência com redação jornalística, assessoria de imprensa, cobertura de eventos, revisão de texto e social media. É redador do Spun Orgânico desde junho de 2024 e escreve sobre entretenimento, famosos e moda. Contato: [email protected]

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