Se tem uma coisa que os fãs de Pânico sabiam que encontrariam no filme eram pistas falsas, mas não tinham ideia de que teriam tantas, característica explicada pelos diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett em uma recente entrevista ao Screen Rant.
Matt Bettinelli-Olpin começou falando sobre como as pistas falsas são importantes em filmes como Pânico, que precisam que o público fique em constante dúvida quanto aos personagens.
“Todo mundo é suspeito. Você tem que pensar que todo mundo é culpado em algum momento, e você tem que pensar que todo mundo é inocente em algum momento. Está criando esse tipo de proteção quando você assiste ao filme pela primeira vez, porque já falamos muito sobre isso, uma novela policial é um filme que você assiste uma vez de uma maneira, e todas as outras maneiras deverão ser diferente”, ele definiu.

Como o foco central do filme é descobrir quem é o assassino, as pistas falsas são usadas para brincar com o espectador, para que ele acredite que sabe quem é o Ghostface e em seguida tenha dúvidas sobre a identidade dele.
“Foi muito divertido para nós, voltarmos e reassistir o Pânico original, assistir um monte de novelas policiais, e ver como isso é feito e todas essas ótimas novelas policiais. Os truques geralmente são os mesmos, e muitas vezes é apenas dizer ao público quem é o assassino; eles não vão acreditar em você. Talvez eles acreditem por cinco minutos e depois não acreditem em você. Todos nós fazemos isso. Em nosso filme, a coisa da pista falsa foi divertida, porque há pequenos momentos com os quais você brinca em que você pensa: ‘Sim, vamos nos demorar muito com esse personagem’. Porque as pessoas são inteligentes e sabem que estamos mostrando isso por um motivo. Qualquer um que assista a filmes regularmente entende isso e absorve”, ele explicou
Tyler Gillett finalizou apontando que como o filme tem esse estilo novela policial, ele precisa jogar as pistas para o espectador se sentir um verdadeiro detetive, mas a graça disso é lançar muito mais pistas falsas para confundir.
“Há um [aspecto] investigativo. Esses filmes pedem que o público seja investigador. Esse é o tecido do que é uma novela policial. Você é um detetive de poltrona o tempo todo, e essa é a graça desses movimentos”, ele concluiu.
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