Os produtores da Marvel fizeram questão de oferecer um produto de alta qualidade com WandaVision.

    O trabalho valeu tanto a pena que o show foi nomeado a várias categorias do Emmy. Infelizmente, a série não venceu nenhuma delas, mas aqui estão os motivos pelos quais ela merecia ter vencido.

    O show fez um ótimo uso do gênero das sitcoms

    WandaVision realizou algo que ainda não havia sido visto em um programa de TV de super-heróis ainda: pegou um gênero muito conhecido, a sitcom, e o usou como uma ferramenta para entregar uma narrativa ainda maior que não tinha absolutamente nada a ver com o cenário comédia em si.

    Esse dispositivo narrativo se justifica dentro da série quando o público descobre que Wanda costumava assistir à TV americana com a família e, por isso, desejava reviver esses momentos.

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    Elizabeth Olsen em WandaVision (Repdoução)

    A trilha sonora do show é incrível

    A cada episódio, WandaVision consegue transmitir o estilo de um tempo e espaço diferente, e as músicas utilizadas para a abertura do show estão sempre em sintonia com sua estética específica.

    Na maioria das vezes, eles levam o público pensar em uma referência cultural muito óbvia.

    Os produtores por trás das canções são grandes gênios – Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez – responsáveis pelo sucesso de Frozen.

    As habilidades de atuação do elenco eram louváveis

    Algo que diferencia WandaVision de outros programas de TV de super-heróis é a qualidade de seu elenco. Elizabeth Olsen, Paul Bettany, Kathryn Hahn e Teyonah Parris mostram incríveis habilidades de atuação na série.

    Apesar de não aparentar, o programa exige uma grande versatilidade dos atores, afinal, devido à sua natureza, os personagens viajam de década em década e todos os atores conseguem emular traços culturalmente perceptíveis de tais épocas, como sotaque, linguagem corporal e até mesmo o senso de humor particular para cada sitcom específica que está sendo homenageada.

    Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) em WandaVision (Reprodução / Disney+)
    Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) em WandaVision (Reprodução / Disney+)

    É uma boa adaptação das histórias em quadrinhos

    Mesmo que o enredo da série não seja uma adaptação idêntica de qualquer gibi da Marvel, ele consegue manter a natureza de seus personagens e suas relações entre si.

    Um bom exemplo disso é a própria Wanda, cujo colapso mental, causado por seu luto, lembrou os fãs da Dinastia M., de 2005.

    Além disso, o show ainda funciona também como uma história de sustentação para a próxima fase do MCU, ao mesmo tempo em que fornece ao público a capacidade de encerrar enredos importantes como o do co-protagonista Visão.

    Autor

    • Camilo Dantas

      Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: [email protected]


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