Homens de Barro aborda a rivalidade entre duas famílias e o poder de um amor que enfrenta adversidades. Em uma cidade do interior do Rio Grande do Sul, Pássaro, da família Tamai, se apaixona por Ângelo, o caçula dos Miranda. Juntos, eles vivem um relacionamento homoafetivo que desafia o preconceito, a hostilidade e os ressentimentos passados entre seus pais.

    O longa metragem tem direção de Angelisa Stein, no elenco estão João Pedro Prates, Gui Mallmann, Alexandre Borin, Bruno Fernandes, Cassiano Ranzolin, Sophia Pitarch Stein, Gabriela Greco, Mariana Catalane, entre outros.

    A história do filme se assemelha ao conto de Romeu e Julieta, com duas famílias que estão em guerra. Tanto os Tamai quanto Miranda lutam para manter suas fábricas de tijolos. Contudo, seus filhos, Pássaro e Marciano são grandes amigos.

    Logo as rivalidades entre os pais refletem nas crianças, que acabam se distanciando e criando inimizade. Contudo, é a relação entre Pássaro e Ângelo que deixa a história mais parecida com Romeu e Julieta. Eles sabem que o esse amor é proibido, o que torna a aproximação entre os dois um tanto devagar.

    Através de Pássaro, Gui Mallmann mostra alguém que está descobrindo sua sexualidade, como também alguém com o desejo de um vida melhor. Já através Ângelo, João Pedro Prates retrata alguém decidido e que não quer repetir os erros de sua família. Já Alexandre Borin, como Marciano, retrata um pessoa que a mágoa o fez parar no tempo e carrega muito das coisas ruins que o pai mostrou.

    Homens de Barro tem uma história e personagens interessantes, mas infelizmente devido tempo curto do filme as tramas ficam mal desenvolvidos. A sensação que fica que com pelo menos mais uma hora, haveria mais espaço para desenvolver pontos como a sexualidade de Pássaro, como também a intriga das famílias Tamai e Miranda.

    Além disso, esse tempo extra daria espaço para mostrar mais da relação entre Pássaro e Marciano, de como de melhores amigos se tornaram os piores inimigos, o que culminou na tragédia mostrada logo no começo do filme.

    A forma como a relação entre Pássaro e Ângelo se desenvolve é sensível e natural, sem estereótipos, o que é um mérito em comparação a muitas produções que colocam a descoberta da sexualidade como um tabu e consequentemente gera diversas consequências negativas.

    Talvez Pássaro já saiba de sua sexualidade, porém nunca conseguiu explorar ela de forma total por morar em uma cidade pequena. Isso é outra coisa que o filme retrata, mesmo que de forma sutil, como os moradores de cidades pequenas e do interior ainda tem vários preconceitos velados.

    Homens de Barro é bom filme pra quem procura um romance gay mais leve com um pitada de drama. O cinema nacional tem força para entregar grandes histórias, só precisa de mais investimento.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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