Se tem uma coisa pela qual Grey’s Anatomy é famosa é por matar seus personagens sem a menor culpa. Às vezes, parece que os roteiristas quase não sofrem para fazer isso, mas os fãs ficam com o coração despedaçado.

    Mas todas essas mortes tem um culpado, ou melhor, uma culpada: a showrunner, Krista Vernoff. Quando um roteirista tem a ideia de matar algum personagem, é ela que dá a palavra final.

    Quem explicou isso foi o roteirista brasileiro Beto Skubs. Ele faz parte do grupo de roteiristas da série e deu uma entrevista ao site Notícias da TV.

    Beto explicou que no início de cada temporada, os roteiristas se reúnem para mapearem todas as ideias que eles têm para aquela temporada, em um processo que se chama story camp.

    Ali a showrunner e a redatora-chefe dão o direcionamento aos roteiristas, que vão tomando decisões a respeito do enredo de cada personagem. Todos podem opinar.

    “Por exemplo, o Owen [Kevin McKidd] terminou a temporada passada aqui e onde queremos que ele chegue no final dessa temporada? Fazemos isso com todos os personagens, aí vamos quebrando em pedaços menores”, explicou ele na entrevista.

    Izzie (Katherine Heigl) e George (T. R. Knight) em Grey's Anatomy (Reprodução)
    Izzie (Katherine Heigl) e George (T. R. Knight) em Grey’s Anatomy (Reprodução)

    Mas, então, cada roteirista é responsável pela morte de algum personagem?

    Skubs também explicou que cada roteirista fica responsável por três ou quatro episódios durante o processo de produção da temporada.

    Isso significa dizer que ele pode tomar as decisões que deseja para cada personagem em seu episódio, seguindo as orientações gerais já pré-determinadas.

    A palavra final, entretanto, será de Krista Vernoff.

    Ele deu o exemplo do 14º episódio da 18ª no qual uma família brasileira aparece com sua filha em busca de atendimento para a filha adolescente que tinha um problema cardíaco.

    No enredo, a garota foi operada e conseguiu sobreviver ao final do episódio, mas as coisas poderiam ter sido diferentes também. Ou seja, se ele quisesse, a personagem teria morrido.

    “O processo é colaborativo, mas respondo para a showrunner e para a redatora-chefe.”, falou ele.

    “O que elas resolverem, é o que vai. Dito isso, eu e todo mundo na sala tem a liberdade de dizer: ‘Acho que podia ser isso ou aquilo.’”

    George (T. R. Knight) em Grey's Anatomy (Reprodução)
    George (T. R. Knight) em Grey’s Anatomy (Reprodução)

    As histórias que foram no meu episódio foram do jeito que imaginei, mas poderia ter sugerido: ‘Ah, mas se ela morrer?’. Tudo é discutido coletivamente. Se todo mundo concordar, legal. Senão, tem a pessoa que toma a decisão.”, explicou.

    Grey’s Anatomy está disponível no Star+.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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