A cinebiografia Michael, sobre a vida de Michael Jackson, sofreu um adiamento de seis meses e agora a razão foi revelada: o terceiro ato do longa precisará ser reescrito e regravado. Conforme apurado pelo site Puck News, a alteração visa remover cenas que abordavam as acusações de abuso sexual de menores contra o cantor.

    A trama do filme, escrita por John Logan (Gladiador), inicialmente se concentrava nas investigações de 1993, envolvendo um acordo de US$ 20 milhões entre Jackson e a família de Jordan Chandler, então com 13 anos. Um documento legal impedia qualquer dramatização desse episódio, mas o espólio de Jackson aparentemente não notificou o estúdio Lionsgate sobre essa restrição ao aprovar o roteiro.

    De acordo com o Puck, a versão original do roteiro apresentava Jackson como vítima de uma conspiração financeira da família Chandler. Algumas das sequências cortadas incluíam debates entre seu empresário John Branca (interpretado por Miles Teller) e o advogado Johnnie Cochran (Derek Luke) sobre o acordo judicial. Também havia uma cena retratando o momento em que Jackson precisou se despir para um exame corporal, descrito no roteiro como “traumatizante” e que teria deixado uma “cicatriz” emocional no cantor.

    A situação se agravou quando o Financial Times revelou em setembro do ano passado que John Branca teria realizado pagamentos secretos para silenciar acusadores. Esse fato levou os produtores a investigarem melhor os documentos relacionados ao cantor e a descobrirem a restrição jurídica envolvendo os Chandlers. Graham King, produtor do longa e responsável por Bohemian Rhapsody, recebeu garantias de Branca de que não haveria problemas legais, o que acabou se revelando um erro.

    Diante desse cenário, o diretor Antoine Fuqua (O Protetor e Dia de Treinamento), junto com Logan e King, preparam um novo roteiro e um novo cronograma de filmagens, que serão apresentados à Lionsgate e à Universal Pictures. A Universal, que detém os direitos de distribuição internacional do filme, tem liberdade para abandonar o projeto caso considere necessário.

    Apesar das dificuldades, a intenção dos envolvidos é manter a estreia para 3 de outubro de 2025. No papel principal, a cinebiografia de Michael Jackson traz Jaafar Jackson, sobrinho do Rei do Pop, como protagonista. O elenco também conta com Colman Domingo, indicado ao Oscar por Sing Sing, no papel de Joe Jackson, pai do astro.

    Agora, resta aguardar as regravações para ver como a história será reconfigurada para os cinemas.


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    Jornalista carioca formado pela Estácio. Possui experiência com redação jornalística, assessoria de imprensa, cobertura de eventos, revisão de texto e social media. É redador do Spun Orgânico desde junho de 2024 e escreve sobre entretenimento, famosos e moda. Contato: [email protected]

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