Desde que foi anunciada a estreia de 1899 na Netflix, a série já se tornou logo uma das mais aguardadas da plataforma de streaming, principalmente pelos fãs que já conhecem Dark.

    O drama estreou na última quinta-feira (17) e seus oito episódios apresentam um grupo de imigrantes europeus que falam várias línguas diferentes, mas partiram de Londres e estão viajando com o mesmo objetivo: buscar uma nova vida em Nova York.

    O desejo de uma vida nova é tão grande que eles embarcaram num navio a vapor sem saber quais eram os perigos que enfrentariam no meio do oceano.

    As coisas na trama se complicam porque, quatro meses antes da saída dessa embarcação, um outro navio que seguia pelo mesmo trajeto desapareceu sem deixar absolutamente nenhum rastro.

    Entretanto, durante sua viagem, esses imigrantes se deparam com um peido de socorro emitido desde a embarcação desaparecida, motivo que leva o capitão Eyk (Andreas Pietschmann) a decidir ir ao seu resgate depois de identificar sua localização.

    O que eles não tinham a menor ideia é que essa decisão se tornaria verdadeiramente o maior pesadelo de suas vidas.

    A série foi criada e produzida pelos mesmos produtores de Dark, Jantje Friese y Baran bo Odar.

    Andreas Pietschmann como Eyk Larsen e Emily Beecham como Maura Franklin em 1899
    Andreas Pietschmann como Eyk Larsen e Emily Beecham como Maura Franklin em 1899 (Reprodução / Netflix)

    Mas a série foi mesmo baseada em fatos reais?

    A trama de 1899 está envolvida em inúmeros mistérios ao conectar os personagens com seu próprio passado através de uma rede de segredos.

    O que muitas pessoas não sabem é que há alguns elementos do enredo que foram realmente baseados em fatos da vida real.

    Vale explicar que a trama em si não é baseada em fatos reais, porém, várias situações ocorridas recentemente na Europa inspiraram alguns dos eventos da série.

    Emily Beecham como Maura Franklin em 1899
    Emily Beecham como Maura Franklin em 1899 (Reprodução / Netflix)

    Muitas pessoas devem se lembrar da crise migratória de 2015 envolvendo os refugiados da Síria, que se tornou assunto no mundo inteiro. A migração em massa aconteceu em decorrência da guerra no país.

    Na época, cerca de 1,3 milhões de pessoas fugiram dessas zonas afetadas e buscaram asilo em países europeus.

    Esses refugiados eram, em sua maioria, sírios, mas a Europa também recebeu imigrantes que foram do Afeganistão, Nigéria, Paquistão e outros vários países.

    Assim, embora 1899 foque sua narrativa inteira em um arco centrado em um mistério, o pano de fundo que se desenrola, com pessoas de diferentes línguas dentro de um navio, remete ao processo de imigração, conforme confirmou o próprio Jajte Friese em uma entrevista ao portal Deadline.

    Ele disse:

    “Todo o ângulo europeu era muito importante para nós, não somente como história, mas também na forma como nós a produziríamos. Precisava ser feito com europeus, não somente no elenco, mas também toda a equipe.”

    1899 já está disponível na Netflix.

    Autor

    • Sergio Scarpa

      Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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