A atriz e diretora Zelda Williams usou o Instagram nesta segunda-feira (6) para pedir que fãs parem de enviar vídeos feitos com inteligência artificial que imitam a voz e a aparência de seu pai, o ator Robin Williams, morto em 2014. Em uma série de stories, ela classificou o conteúdo como “repulsivo” e disse que essas recriações digitais “não são arte”.

    A artista criticou a forma como a tecnologia vem sendo usada para reproduzir vozes e rostos de pessoas reais. “Assistir aos legados de pessoas reais sendo reduzidos a ‘parece e soa um pouco com eles, então já é suficiente’ só para gerar conteúdo horroroso é enlouquecedor”, afirmou. “Vocês não estão fazendo arte, estão criando hot dogs processados das vidas de seres humanos e enfiando goela abaixo dos outros esperando ganhar um like”, completou.

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    Zelda, que também é cineasta e dirigiu Lisa Frankenstein, já havia se posicionado contra o uso indevido de IA em 2023, durante a greve dos sindicatos de Hollywood. Na época, ela alertou sobre os riscos de se substituir o trabalho de artistas vivos por recriações digitais. “Atores merecem a chance de criar personagens com suas próprias escolhas, de colocar esforço humano em cada performance”, declarou.

    A polêmica reacende o debate sobre o uso ético da inteligência artificial em Hollywood, especialmente após declarações recentes do ator Matthew Lawrence, que sugeriu trazer a voz de Robin Williams de volta com IA para “um projeto especial”.


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    Licenciada e mestranda pela Universidade Federal de Pelotas, começou a produzir conteúdo em 2023 e desde então mergulha no universo do cinema e das séries, com um olhar afiado para críticas, listas e tudo que envolve a tela.

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