
Nos últimos meses outros países, como o Brasil, assistiram os circuitos internacionais de arte abrirem nos Estados Unidos. A possibilidade das celebridades, atores e cantores voltarem a fazer shows e circularem livremente causou um sentimento angustiante para quem mora em países onde isso ainda parecia um sonho.
No entanto, isso pode mudar novamente, para a infelicidade da comunidade internacional que enfrenta o segundo ano desta pandemia sem precedentes. Uma nova variante do COVID-19 tem ameaçado o público e Hollywood, tendo a maior parte dos seus casos concentrados em Los Angeles, onde várias celebridades, atrizes e atores vivem.
Na segunda- feira (26), 200 pessoas se reuniram na sala de projeção do Directors Guild of America para assistir ao filme de Ryan Murphy, Impeachment: American Crime Story. A turma de privilegiados seguiu para um jantar após o evento, mas essa pode ser uma das últimas vezes que veremos isso acontecendo.
Darin Pfeiffer, planejador do evento falou à imprensa sobre os protocolos de segurança no hotel onde o evento aconteceu:
“Pedimos às pessoas que viessem um pouco mais cedo do que o normal para dar tempo de check-in. Todos foram pacientes e cooperaram e seguiram as regras. Os hóspedes parecem entender que este é o novo normal, que temos que seguir as diretrizes para manter todos seguros.”
Nas últimas semanas, o setor de cinema e televisão retomou os lançamentos cinematográficos em salas completamente cheias. Entre os filmes originais que estrearam estão Ted Lasso e Jungle Cruise.

Porém, casos de pessoas vacinadas que contraíram a variante Delta do vírus e ficaram gravemente hospitalizadas podem parar a máquina novamente. Por este motivo a Apple adiou recentemente a reabertura de seus escritórios para outubro, atrasando o retorno em um mês.
Seguindo o exemplo, outras empresas de entretenimento estimam que a volta do trabalho presencial pode demorar ainda meses.
“Você não pode pedir às pessoas que se sentem em suas mesas com máscaras nove ou 10 horas por dia”, disse um executivo de cinema à Variety.
Ainda que estudos mostrem que as vacinas são altamente eficazes na prevenção de infecções por COVID, muitos executivos preferem não correr o risco de levar o vírus para casa. Nos Estados Unidos a falta de acesso à assistência de saúde pública também é epidêmica e dará muita dor de cabeça para a temporada de festivais de cinema nos próximos meses.
Deixe seu comentário
Adoraríamos saber sua opinião!
Descubra mais sobre Epipoca
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




