No próximo dia 17 de outubro, chega aos cinemas o documentário Super/Man: A história de Christopher Reeve, que conta de uma maneira bem pessoal a trajetória do astro que ficou famoso por dar vida ao homem de aço: e sem dúvida a sua melhor versão.

    O documentário que antes tinha uma projeção menor, acabou ganhando a supervisão e o investimento da Warner Bros por se tratar de uma história ligada ao Superman. No Brasil, o título foi um dos grandes destaques do Festival do Rio.

    E é impossível não se emocionar! Já nos primeiros minutos, qualquer pessoa que tenha uma ligação direta com o super heroi e principalmente se essa ligação traz uma conexão familiar como o pai ou a mãe que viram o primeiro filme do herói em 1977 nos cinemas. Ian Bonhôte, Peter Ettedgui que são os responsáveis pela direção não demonstram medo de trazer um relato mais pessoal e íntimo de Reeve, com registros de gravações pessoais e caseiras.

    O documentário traz também a linda relação de Christopher Reeve com Glenn Close, Jeff Daniels e Robbie Williams – amigos nos quais o apoiaram durante todo o estrelado e após o acidente em 1995 que o deixou tetraplégico (abordando em detalhes o fatídico dia que mudou a vida de Reeves para sempre).

    A trama não tem medo de mostrar o outro lado do astro e sua fase controversa onde ele tentou fazer diversos papéis em filmes que não tiveram o mesmo sucesso comercial de Superman. Dentro disso, há trechos onde o Reeves mostra a insatisfação em atuar em Superman IV e todo o desastre criado em torno da produção.

    Porém, por volta de mais ou menos dos cinquenta minutos, o roteiro começa a se perder e misturar dramas familiares com a historia de Reeves. É interessante é claro ver a sua luta em defesa dos direitos dos deficientes nos Estados Unidos entre 1996 à 2004, mas tudo isso se mescla com relatos dos filhos e ex-esposa que não agregam muito na trama.

    O documentário começa a fugir do foco central e aborda mais detalhes sobre a sua condição física, trazendo a luta de Dana Reeve, esposa que lutou ao seu lado até a sua morte em 2004. O roteiro também se atenta a mostrar os dois anos pós o ocorrido contando todos os detalhes sobre o câncer que legitimou sua vida em 2006 (o que certamente poderia ser abordado com mais profundidade em outro documentário e não aqui).

    É interessante ver o outro lado de Christopher Reeve, mas talvez os diretores se equivocaram na montagem, fazendo o famoso “enche linguiça” para que o a produção pudesse chegar a pouco mais de 1h: 30min. Mas no geral, é uma produção que vale a pena assistir, principalmente se você possui alguma conexão com o homem de aço.

    Christopher Reeve faleceu em 2004 em decorrência de um infarto causado por uma infecção. Ele acreditou até o fim da vida em tratamentos a base de células tronco que poderiam trazer de volta os movimentos do corpo em condições de deficiência. Algo que vem sendo estudado e aplicado até hoje por sua fundação, gerenciada pelos seus filhos.

    Confira o trailer de Super Man: A Historia de Christopher Reeve:

    Autor

    • Gabriel Girão

      Jornalista carioca formado pela Estácio. Possui experiência com redação jornalística, assessoria de imprensa, cobertura de eventos, revisão de texto e social media. É redador do Spun Orgânico desde junho de 2024 e escreve sobre entretenimento, famosos e moda.

      Contato: [email protected]


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    Jornalista carioca formado pela Estácio. Possui experiência com redação jornalística, assessoria de imprensa, cobertura de eventos, revisão de texto e social media. É redador do Spun Orgânico desde junho de 2024 e escreve sobre entretenimento, famosos e moda. Contato: [email protected]

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